QpQ Resenha | Anjos e Demônios

"Anjos e Demônios" é uma adaptação melhor que a de "O Código Da Vinci"

Para escrever a resenha de Anjos e Demônios resolvi revisitar minha resenha de O Código Da Vinci para então comparar os pontos positivos e negativos encontrados em ambas as produções.

Gosto dos livros de Dan Brown que originaram os filmes, embora acredite que a escrita do autor não é das melhores. Li ambos os livros antes de ver Código no cinema e sempre tive a impressão que, na verdade, o que é bom nas obras de Brown são os ganchos deixados pelo autor a cada capítulo, que nos fazem prosseguir lendo até o final.

Mas não estou aqui para criticar ao livro e sim ao filme. E sinceramente, após a adaptação de Código minhas expectativas estavam bem baixas em relação a esta nova adaptação.

Anjos e Demônios, também dirigido por Ron Howard, se mostra uma adaptação mais livre do que o filme anterior, tendo possibilitado o corte de algumas situações e a adição de outras. Por outro lado, a adaptação continua verborrágica ao extremo (e não vejo aqui outra maneira de mostrar as conspirações da trama senão nos diálogos de seus personagens).

Tom Hanks continua “mecânico”, sendo ofuscado pelos seus colegas de elenco. Ewan McGregor entra pra se divertir no papel do Carmelengo (quem o imaginaria como um padre após assistir Trainspotting?).

O ritmo lento de Código não se repete aqui, porém, o ritmo frenético impresso em Anjos e Demônios me incomodou um pouco, levando em conta que as cenas de ação acontecem uma após outra e ao que parece formam ao menos quatro clímax seguidos com as cenas de respiro entre elas não sendo suficientes.

Mas a adaptação funciona, mais do que esperava. Possui locações belíssimas, fotografia inspirada e uma edição competente, entremeada pela ótima música de Hans Zimmer (Batman – Cavaleiro das Trevas), só aí já valeu o valor do ingresso. Mas a verdade é que o roteiro me prendeu, mesmo já tendo lido o livro.

O único problema é mesmo no ritmo demasiado acelerado, que não chega a incomodar totalmente. Resta esperar que finalmente acertem a mão em O Símbolo Perdido (próximo livro do autor que deve virar filme) os produtores acertem a dosagem. Sim! Dependendo da bilheteria haverá um terceiro longa.

Nota:

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Sobre Felipe Sclengmann
Era praticamente impossí­vel que o cinema não acabasse sendo minha paixão. Cresci no prédio onde um cinema funcionava, criado por um avô e uma avó que se conheceram trabalhando no ramo. Então, tá explicado! Falar sobre cinema é um hobbie, uma paixão, tá no meu sangue! Este é o motivo do Quadro por Quadro existir (além de aplicar os conhecimentos de uma graduação em Sistemas de Informação, a qual detesto) e ele está aí para reunir quem também ama esta arte.