QpQ Resenha | As Aventuras de Paddington

"As Aventuras de Paddington" é uma bela lição cheia de humor

Você pode ver Paddington como um urso falante usando um chapéu vermelho e um casaco azul, mas isso é apenas sua superfície, um disfarce. Na verdade, o personagem é a representação dos seres humanos que buscam aceitação longe de suas raízes.

Paddington, adaptação dos livros de Michael Bond, é um filme que tem uma mensagem acessível que o permeia, sem nunca perder de vista o encantamento e a frivolidade que o fazem ser uma aventura tão divertida no cinema.

As Aventuras de Paddington se iniciam no Peru, mais precisamente na floresta onde o urso foi criado pelos tios Pastuzo e Lucy, porém um terremoto acaba separando o trio. Diante disto, o pequeno urso é enviado pela tia para Londres, local onde mora um explorador que visitou o Peru décadas atrás. Paddington faz a viagem clandestinamente e, ao chegar, acaba indo para uma estação de trem onde acaba conhecendo a família Brown, que decide ajudá-lo a encontrar o tal explorador.

Há um conflito social que poderia tomar conta do filme enquanto Paddington tenta se encaixar a nova realidade de sua vida em Londres, mas não é o caso. Esse é um filme infantil e o tom brincalhão, exuberante e, por vezes, surrealista não te deixam esquecer disso em nenhum momento. As piadas, verdadeiros pastelões, na maioria das vezes, não são de mau gosto. Há ecos de Charles Chaplin e Buster Keaton em muitas das peripécias do urso falante.

O cenário, a equipe, o elenco e o autor são londrinos, e o diretor Paul King nos enfatiza seu humor e nuances geográficas, e torna também, a cidade, um dos personagens principais (algo que os produtores de Harry Potter, os mesmos dessa produção, já sabem fazer com maestria). E, visto que, estamos lidando com um urso falante, somente com licenças artísticas bastante criativas é que King nos faz comprar essa ideia implausível.

As Aventuras de Paddington cativa e nos faz torcer por seu sucesso. Ele enaltece valores de forma que o cinema americano muitas vezes erra a mão, mas o faz com humor. Britânico, é verdade, e de qualidade!

Nota:

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Sobre Felipe Sclengmann
Era praticamente impossí­vel que o cinema não acabasse sendo minha paixão. Cresci no prédio onde um cinema funcionava, criado por um avô e uma avó que se conheceram trabalhando no ramo. Então, tá explicado! Falar sobre cinema é um hobbie, uma paixão, tá no meu sangue! Este é o motivo do Quadro por Quadro existir (além de aplicar os conhecimentos de uma graduação em Sistemas de Informação, a qual detesto) e ele está aí para reunir quem também ama esta arte.