QpQ Resenha | Um Santo Vizinho

"Um Santo Vizinho" rende boas risadas, e também dá um quentinho no coração

A comédia Um Santo Vizinho, que estreia esta semana, não tem nada assim incrível. A história é ok, até meio clichezenta, as atuações são boas, nada de impressionante. Mas o filme é incrivelmente envolvente, a história é daquela de dar quentinho no coração, e quando você terminar o filme, vai estar fazendo propaganda dele pros amigos.

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A história é simples: Maggie (Melissa McCarthy) é uma mãe recém-divorciada que acabou de se mudar, tem um filho pequeno, Oliver (Jaeden Lieberher), e precisa trabalhar pra pagar as contas. Como ela fica o dia todo fora, o garoto precisa ficar com alguém depois da escola. Nestas situações, nada melhor que poder contar com o senhor de idade que mora na casa ao lado, não é mesmo? Aquele homem vivido, sábio e cheio de histórias incríveis e lições de vida enriquecedoras pra dividir com o seu filho. Claro! Mas o vizinho da Maggie é Vincent (Bill Murray), um cara sozinho – a não ser pelas visitas esporádicas de Daka (Naomi Watts), uma dançarina de boate que está grávida (e ela continua dançando, com barrigão e tudo!) –, veterano de guerra, fumante, alcoólatra, politicamente incorreto ao extremo e nada agradável. E ele só “cuida” do seu filho se ganhar uma boa grana.

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E é aí que começa uma bela história de amizade, apesar de nada convencional e sem aquele dramalhão que normalmente acompanha este tipo de filme (nah, tem um pouco de drama, sim, mas tá dentro das permissões de filmes clichezentos). Entre corridas de cavalo e aulinhas de como se defender de bullying na escola, Oliver começa a admirar seu novo amigo. É, apesar de eu ter escrachado o cara ali em cima, ele tem coisa boa, lá no fundo. E o molequinho vai ajudá-lo a passar pelo processo de redenção, e aí você vai curtir o Vincent e vai entender o porquê do título do filme.

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As atuações estão ok. Bill Murray é o típico Bill Murray, hilário com sempre. A Melissa McCarthy me decepcionou um pouco, mas aí é mais pelo papel dela. Mas quem me surpreendeu e me fiz rir em todas as aparições foi a Naomi Watts. Tudo bem que ela força a barra e a personagem chega a ficar caricata, mas ficou engraçado (pole dance com barrigão? Oh yeah!). E o Jaeden Lieberher é um estreante muito fofo que, pelo que andei espiando, tá com a agenda lotada em 2015.

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Bom, vale a pena ver o fime, sim, senhor! É divertido (check), tem o drama básico (check) e tem Bill Murray (horay!!). Aproveita o final de semana chegando e vai curtir!

Nota:

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Sobre Melissa Correa
Cinema sempre foi minha maior paixão, sempre fez parte de quem eu sou. Quando criança, eu levantava pra ver filmes de terror de madrugada, escondida. Ficava até três da matina (bendito fuso horário de Los Angeles!!) pra acompanhar o Oscar. E salvava cada centavinho pra ver os filmes no cinema. Hoje também curto viajar, beber café e ler, mas o cinema continua em primeiro lugar na minha vida.