QpQ Resenha | Cinderela

"Cinderela" homenageia o clássico, sem deixar de ser original

Cinderela, a adaptação clássica em animação da Walt Disney, tem moldado não só a forma de contar contos de fadas antigos como toda a marca Disney, desde 1950. Afinal, é de Cinderela o castelo que enfeita todas as produções da empresa nos cinemas. Ele é um daqueles filmes especiais que marcam a infância de gerações.

O clássico animado é reimaginado agora, 65 anos depois, com atores e computação gráfica, apelando para um público-alvo diferente, as pré-adolescentes. Onde o original apelava para bichinhos bonitinhos este foca em preocupações mundanas, com um charme inocente, enaltecendo romance, magia e coragem.

O elenco grandioso, liderado por uma radiante Lily James (Downton Abbey), é ofuscado pela atuação divertidamente cruel de Cate Blanchett (Blue Jasmine), como a madrasta de Cinderela, cujos olhos dançam com uma crueldade felina. Já o príncipe de Richard Madden (Game of Thrones), se torna um troféu simpático para a personagem principal. E Helena Bonham Carter (Alice no País das Maravilhas) faz uma breve participação importante como a consagrada Fada Madrinha e narradora da trama.

Kenneth Branagh (Thor) dirige o filme como um velho mestre da época dourada de Hollywood e atinge seu pico, assim como a história, na cena do baile. É uma sequência bem arquitetada, com belos vestidos, coreografias e movimentos de câmera. São pequenos detalhes rodeados por uma pompa que não se vê em muitos filmes.

A nova Cinderela, homenageia o amado clássico com maestria, e quando o faz, o expectador é levado a arrepiar-se. Mas a adaptação também descarta algumas infantilidades da animação. Há pouco tempo para Ella brincar com pássaros e ratos falantes. Os números musicais também inexistem (para a alegria da maioria!). Chris Weitz (Um Grande Garoto) faz o difícil trabalho no roteiro, mas deixa pequenos furos na trama.

O filme é mais que uma reencenação do original ele enriquece a trama e a mitologia a história. Cria-se um novo clássico para uma nova geração de fãs.

Nota:

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Sobre Felipe Sclengmann
Era praticamente impossí­vel que o cinema não acabasse sendo minha paixão. Cresci no prédio onde um cinema funcionava, criado por um avô e uma avó que se conheceram trabalhando no ramo. Então, tá explicado! Falar sobre cinema é um hobbie, uma paixão, tá no meu sangue! Este é o motivo do Quadro por Quadro existir (além de aplicar os conhecimentos de uma graduação em Sistemas de Informação, a qual detesto) e ele está aí para reunir quem também ama esta arte.