QpQ Resenha | Cake РUma Raẓo Para Viver

"Cake - Uma Razão Para Viver" se torna uma razão para gostar de Jennifer Aniston

Glamurosas atrizes conquistam respeito com papéis que muitas outras virariam a cara: Nicole Kidman com uma prótese nasal gigante em As Horas (2002) e Charlize Theron como a serial killer em Monster (2003), são ótimos exemplos. Jennifer Aniston repete a premissa em Cake — Uma Razão Para Viver, que só agora chega aos cinemas brasileiros.

Ela interpreta uma mulher sem atrativos, coberta por cicatrizes, depois de um terrível acidente. E apesar de ter sido esnobada no Oscar, sua interpretação angariou diversas indicações em diferentes premiações.

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A atriz foge das caras e bocas que marcavam sua interpretação desde a sitcom Friends, pela qual ficou conhecida. É como uma formatura para uma carreira mais séria. Pena que isto só aconteça agora, aos 46 anos.

Visto que Aniston atuou também como produtora executiva para o filme, isto mostra um pouco do funcionamento da máquina hollywoodiana. Ela encontrou este atormentado papel, que a permitiria expandir seu leque de atuação, porém, como nenhum outro produtor a ofereceria a oportunidade, ela resolveu se arriscar. E deu certo!

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Aniston interpreta Claire Simmons, uma mulher traumatizada e depressiva, que busca ajuda em um grupo para pessoas com dores crônicas. Lá, ela descobre o suicídio de um dos membros do grupo, Nina (Anna Kendrick, de Caminhos da Floresta). Claire fica obcecada pela história desta mulher, e começa a investigar sua vida. Aos poucos, começa a desenvolver uma relação inesperada com o ex-marido de Nina, Roy (Sam Worthington, de Avatar).

É um filme de atores, mas seus coadjuvantes não estão a altura de Aniston. Ela se entrega para o papel de corpo e alma e personifica o sofrimento desta mulher de uma maneira que você acaba por esquecer da atriz que a personifica. Mas os demais atores estão ofuscados e a direção não tenta fazer nada para reverter a situação.

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O papel é dramático, mas há pequenas cenas em que as habilidade cômicas da atriz se fazem necessárias, afinal você não gostaria que o seu público cortasse os pulsos durante a sessão do filme.

Nota:

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Sobre Felipe Sclengmann
Era praticamente impossí­vel que o cinema não acabasse sendo minha paixão. Cresci no prédio onde um cinema funcionava, criado por um avô e uma avó que se conheceram trabalhando no ramo. Então, tá explicado! Falar sobre cinema é um hobbie, uma paixão, tá no meu sangue! Este é o motivo do Quadro por Quadro existir (além de aplicar os conhecimentos de uma graduação em Sistemas de Informação, a qual detesto) e ele está aí para reunir quem também ama esta arte.