QpQ Resenha | Poltergeist РO Fen̫meno

"Poltergeist - O Fenômeno" traz elementos e trama do filme antigo, novos efeitos, mas não a mesma qualidade

O filme Poltergeist de 1982 é uma lenda. Pelo menos com a galerinha que cresceu nos anos 1980 (como eu, confesso essa!). Direção de Spielberg (apesar de nos créditos ele só contar como produtor, não foi bem assim…), a menina falando pela TV, a maldita árvore batendo na janela na noite de tempestade, a médium com vozinha de criança, o palhaço na cadeira de balanço. Estas cenas não saem mais da tua cabeça, e você fica um bom tempo sem poder encarar uma TV fora do ar. Ah, e ainda tem o boato (vai saber se é boato, né?!) de que o filme tava zicado, e que um monte de gente que participou da produção, morreu. Creepy!!! Mas talvez aí more o problema: filmes muito icônicos são complicados na hora de fazer um remake. Opa, peraí. Nem é pra ser um remake, né não?! Bom, seja lá o que for (tá no limbo, como a Maddie em 2015 e a Caroline em 1982), o novo Poltergeist – O fenômeno ficou devendo big time.

01Poltergeist

Pra quem não conhece o filme original, a história (basicamente a mesma nos dois filmes – mas não é um remake!!!) segue uma família que acabou de se mudar e a casa (é sempre a casa, essas danadinhas, tsc tsc) começa a agir de forma estranha, com o pacote básico de barulhos estranhos, closets cheio de brinquedos velhos, incluindo um palhaço horroroso, e TVs falantes. Aí a menina mais nova é raptada e a família, ao invés de chamar a polícia, chama uma galera estilo caça-fantasmas (só que bem menos legais, porque não tem Bill Murray).

02Poltergeist

Agora que tiramos isso do caminho, vamos ao que interessa. O filme começou bem, a família é feliz, com os problemas básicos de famílias, mas com muito bom humor e piadinhas ótimas (opa, tô adorando!). Sustinhos básicos, timing perfeito, ausência de trilha sonora nos momentos mais tensos (tive até que parar de comer a pipoca porque não dava pra me concentrar). Perfeito! Temos personagens interessantes (gostei do moleque, o Griffin, muito medroso e preso em um filme de terror, se ele soubesse!!). Já que não é um remake (já mencionei que não é um remake, né?!), vou encarar os objetos que vão aparecendo, as referências ao filme anterior, as falas iguais, como homenagem (curti, isso é bacana). Pronto. Para o filme, vamos embora, é isso aí. 10! Já posso voltar pra casa, escrever uma resenha feliz, todo mundo feliz, vou dormir e sonhar com a menina na TV, acordar suada, e ficar feliz. Mas não. Agora o terror começa. Quer dizer, agora o terror de qualquer fã de filme de terror começa. O filme fica chato.

03Poltergeist

Então basicamente é isso: depois que chega a galera caça-fantasmas, caça-espíritos, caça-poltergeists, sei lá (ainda acho que o Bill poderia ter salvado o filme), o filme não segura. Eu até fiquei com sono. Diferente da primeira versão, a turminha do sobrenatural não tem carisma, não tem nada de bom (Bill?). Algumas cenas aí são bacanas (ainda mais se você for ver no 3D, vale muito por uma cena em particular, no closet), mas a maior parte é bleh, sem graça. O médium que chega pra tentar ajudar no problema (não é um remake, mas tá tudo na sequência, aí, certinho) até que tem certo carisma, mas a partir daí o filme descamba em cenas que não fecham, lacunas gigantescas no roteiro. Ai. Que. Droga.

04Poltergeist

Bom… você vai ter que ir conferir, sinto muito, não tem jeito. A vida é assim, a gente não ganha sempre, mas às vezes tem que fazer um esforço pelo bem maior. Vá, veja no 3D, e quem sabe goste? (Bill?)

Nota:

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Sobre Melissa Correa
Cinema sempre foi minha maior paixão, sempre fez parte de quem eu sou. Quando criança, eu levantava pra ver filmes de terror de madrugada, escondida. Ficava até três da matina (bendito fuso horário de Los Angeles!!) pra acompanhar o Oscar. E salvava cada centavinho pra ver os filmes no cinema. Hoje também curto viajar, beber café e ler, mas o cinema continua em primeiro lugar na minha vida.