QpQ Resenha | Qualquer Gato Vira-Lata 2

"Qualquer Gato Vira-lata 2" traz a galera do primeiro filme em aventuras regadas a tequila no México

Comédias são filmes complicados. De repente porque fazer rir não é nada fácil, né, não? Mas se você colocar os ingredientes necessários (os certos seria exigir demais), não tem como dar muito errado: o resultado final pode não ser assim uma coisa de matar as pessoas de tanto rir (só o Monty Python conseguiu essa façanha), mas vai ser fácil de assistir, não vai exigir muito de você, vai ser um descanso pro seu cérebro (às vezes a gente só quer isso mesmo). E o filme Qualquer Gato Vira-lata 2 tá nesse estilo, facinho, facinho.

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Você já deve ter visto o primeiro filme da série, que tem o mesmo nome. Se não viu, não vai perder nada vendo, pois o segundo filme é basicamente uma repetição: a disputa de dois caras (Conrado, interpretado por Malvino Salvador, e Marcelo, o Dudu Azevedo) por uma mulher que tá bem mais espertinha neste filme (a Tati, interpretada por Cleo Pires). A diferença do outro filme pra este é basicamente o cenário (mudou do Rio para a Riviera Maya, no México). O outro filme terminou com o casal Tati e Conrado formado, e este começa com ela organizando uma festa lá no México pra pedir o namorado em casamento. Mas, surprise, surprise, o cara pede um tempo pra pensar, e ela fica fula da vida (ela tava transmitindo ao vivo pros amigos, familiares, colegas de trabalho… no Brasil. Você ia querer matar o cara, tenho certeza…). Nesse meio tempo, o ex-namorado da Tati, o Marcelo, voa pra tentar consolar e reconquistar a bela (e traz junto seu amigo Magrão, o Álamo Facó), e a ex-mulher do Conrado, Ângela (Rita Guedes), que também está no México, tenta “ajudar” a Tati a reverter a situação com o namorado, e a mãe do Conrado também está lá (e à procura de um amante latino), e o pai da Tati vai lá consolar a moçoila… ou seja, a confusão está armada, tudo regado a muita tequila, sol, gatos sem camisa, pimenta, festas… tudinho que você pode esperar de uma super produção digna de te arrastar pro cinema.

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Curti muito a cena de abertura do filme, em que Tati e Conrado estão arrumando as malas pra viajar. Vemos cada um entretido com sua mala enquanto conversa com um amigo pelo telefone, de uma forma que parece que estão em apartamentos diferentes, quando estão no mesmo. A edição ficou genial, e o uso de vídeos feitos com o celular ficou atual e dinâmico.

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E aí, o filme tá incrível? Não tá, não. Ele tá bom. E bom é justo. Como eu mencionei, a produção tá de arrasar quarteirão, mas o roteiro não tá assim, genial. Ele tá bem é simplório, clichezento, com personagens batidos e bobos. Mas e daí? O lance é sentar bem confortável na poltrona do cinema, com um belo pacote de pipoca, e acompanhar as peripécias dos personagens, correndo pra cima e pra baixo na disputa da bela. Pra mim, tá de bom tamanho. E pra você?

Nota:

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Sobre Melissa Correa
Cinema sempre foi minha maior paixão, sempre fez parte de quem eu sou. Quando criança, eu levantava pra ver filmes de terror de madrugada, escondida. Ficava até três da matina (bendito fuso horário de Los Angeles!!) pra acompanhar o Oscar. E salvava cada centavinho pra ver os filmes no cinema. Hoje também curto viajar, beber café e ler, mas o cinema continua em primeiro lugar na minha vida.