QpQ Resenha | Tomorrowland – Um Lugar Onde Nada é Impossível

"Tomorrowland - Um Lugar Onde Nada é Impossível" tem belos efeitos mas uma estranha trama

“Tomorrowland – Um Lugar Onde Nada é Impossível” tem como objetivo recriar a sensação de deslumbramento que Walt Disney queria passar para o público que passasse pela sua visão de futuro.

O diretor Brad Bird (Missão: Impossível – Protocolo Fantasma e Os Incríveis) e seu co-roteirista, Damon Lindelof (Lost), têm sucesso em obter parte deste deslumbramento, e alcançam outro feito que, dizem, todas as atrações da Disney propiciam ao público: você espera demais para que algo legal aconteça.

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Na trama, Casey Newton (Britt Robertson, de Uma Longa Jornada) é uma adolescente com enorme curiosidade pela ciência. Um dia, ela encontra um pequeno broche que permite que se transporte automaticamente para uma realidade paralela chamada Tomorrowland, repleta de invenções futuristas visando o bem da humanidade.

Ela logo busca um meio de chegar ao lugar e, no caminho, conta com a ajuda da misteriosa Athena (Raffey Cassidy, de Sombras da Noite) e de Frank Walker (George Clooney, de Gravidade), que esteve em Tomorrowland quando garoto mas hoje leva uma vida amargurada.

Clooney e Robertson estão bem em seus respectivos papéis, porém há um grande estranhamento na relação entre Clooney e Cassidy — ele um cinquentão charmoso e ela uma garotinha no início da adolescência. Entenda como quiser esta relação e tire suas conclusões assistindo ao filme! Talvez eu esteja vendo pêlo em ovo, mas talvez você também enxergue!

Os efeitos são incontestáveis, mesmo vistos na grande tela Imax. Porém, a trama, que se baseia num otimismo que é impossível de concordar, não convence, e ainda deixa margens para que você conteste esse otimismo, principalmente se sua fé na humanidade for pouca. O que pode soar pessimista!

Nota:

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Sobre Felipe Sclengmann
Era praticamente impossí­vel que o cinema não acabasse sendo minha paixão. Cresci no prédio onde um cinema funcionava, criado por um avô e uma avó que se conheceram trabalhando no ramo. Então, tá explicado! Falar sobre cinema é um hobbie, uma paixão, tá no meu sangue! Este é o motivo do Quadro por Quadro existir (além de aplicar os conhecimentos de uma graduação em Sistemas de Informação, a qual detesto) e ele está aí para reunir quem também ama esta arte.