QpQ Resenha | Jessabelle – O Passado Nunca Morre

"Jessabelle - O Passado Nunca Morre" não traz nada de novo ao gênero de terror, mas entrega os sustos

Sete meses após seu lançamento nos Estados Unidos, Jessabelle – O Passado Nunca Morre chega finalmente ao Brasil (horay!!). E lembra: falou de morte no título, muita chance de ser filme de terror (bateu, é goooollll), e este aqui não decepciona! Claro, claro: como todo bom filme de terror, ele não traz nada de novo, vemos muitos elementos e personagens clichezentos amigos nossos de outros carnavais, mas no final… ah, eles funcionam muito bem e entregam os sustos (que é o que a gente quer, na verdade).

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(E pra te deixar no clima de Jessabelle РO Passado Nunca Morre, clica aqui e confere esta m̼sica da trilha sonora enquanto voc̻ l̻ a resenha. E ṇo deixe de conferir a pegadinha, baseada no filme, aqui ).

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O filme conta a história de Jessabelle, uma jovem que retorna à casa do pai depois de um acidente. Detalhe que o pai mora em uma cidadezinha, onde ela vai rever um ex-namorado (e vai rolar um clima, sim!). Festa estranha, com gente esquisita, na qual a Jessie começa a descobrir mais sobre a mãe (que morreu quando ela era pequena), enquanto um fantasminha nada camarada começa a atormentar a moçoila (que já chegou na cidade meio atormentada).

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Já deu pra ver que temos muitos elementos de filmes de terror tradicionais aqui: casa velha mal-assombrada, passado obscuro de personagens, mocinha sozinha e dependendo de outros, segredos, atividades paranormais (as cenas de Jessie na cama, à noite, com aquele véu contra mosquitos fechado, vendo alguém sentado em sua cadeira de rodas e a observando, são bem tenebrosas, ainda mais porque envolvem um lugar no qual a gente se sente tão seguro – o quarto, a cama, a hora de dormir, o escuro, o monstro que mora no armário). E tudo isso se passa em um local clássico para filmes de terror: o sul dos Estados Unidos, mais precisamente a Louisiana, com o Rio Mississippi logo ali ao lado, sempre obscuro e cheio de mistérios, além de contar com uma porção de rituais e lendas/mitos da área… Joga em cima de tudo isso uma trilha sonora que só faz aumentar a tensão, uma mocinha que não consegue correr do perigo porque está presa a uma cadeira de rodas, e a lambança tá feita.

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Muitos elementos deste filme me fizeram lembrar de A Chave Mestra (filme com Kate Hudson, cerimônias místicas e muito suspense em New Orleans – veja o trailer aqui ). Principalmente porque ambos os filmes dão dicas do que vai acabar acontecendo, mas, na maioria das vezes, só conseguimos montar o quebra-cabeças no final (ou não, tem gente que não vê graça nestes filmes porque já de cara adivinha a trama toda… blá!). O bom é que este tipo de filme fica melhor ainda quando assistimos uma segunda vez (fica a dica!).

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O diretor, Kevin Greutert, já tem certa experiência com filmes de terror. Ele já dirigiu um dos Jogos Mortais (o VI, pra ser mais exata), e trabalhou na montagem de diversos outros filmes de terror (Colecionador de Ossos 2, Os Outros, e vários Jogos Mortais). Depois de Jessabelle, podemos esperar coisas incríveis desse sujeito. E o roteirista, Robert Ben Garant, escreveu e dirigiu uma comédia de terror, Hell Baby, que ainda está por chegar a terras tupiniquins ( confere o trailer aqui ).

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Então corre conferir este super lançamento, e não deixa de levar o gato (ou a gata) pra ter alguém em quem se apoiar nos momentos mais tensos do filme 😉

Nota:

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Sobre Melissa Correa
Cinema sempre foi minha maior paixão, sempre fez parte de quem eu sou. Quando criança, eu levantava pra ver filmes de terror de madrugada, escondida. Ficava até três da matina (bendito fuso horário de Los Angeles!!) pra acompanhar o Oscar. E salvava cada centavinho pra ver os filmes no cinema. Hoje também curto viajar, beber café e ler, mas o cinema continua em primeiro lugar na minha vida.