QpQ Resenha | Um Pouco de Caos

Alan Rickman e Kate Winslet têm ótima atuação no mais-que-caótico "Um Pouco de Caos"

Dramas de época são sempre ótimos porque, além da história, temos os vestidos, as perucas (como neste filme), a maquiagem, a música, a fotografia… Mas Alan Rickman, o nosso eterno Snape, da saga Harry Potter, quis mais que isso em sua nova aventura como diretor (e escritor): em Um Pouco de Caos, ele pegou a história do famoso jardineiro francês André le Nôtre, criador dos jardins de Versalhes e dos Champs-Élysées em Paris, juntou com algumas ideias mais atuais, contou com a ajuda de grandes atores e o resultado é meio caótico, mas digo do seu tempo. Confere aí 😉

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O filme basicamente conta a história de como os jardins de Versalhes vieram a acontecer. O jardineiro do rei Luís XIV (Alan Rickman), André le Nôtre (Matthias Schoenaerts), está contratando outros jardineiros para ajudarem na execução do projeto, e entre os possíveis candidatos está Sabine de Barra (Kate Winslet), que por ser mulher, no século XVII, e trabalhando por conta própria, bom, nem preciso falar mais nada, né? Por razões que só Freud deve poder explicar, ele escolhe Sabine para o trabalho, que não é fácil, que envolve visitas à corte de Luís XIV, que envolve trabalhar com vestidos longos e lugares enlameados, que envolve botar o passado para trás e abraçar um possível romance.

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Depois que o Tarantino manipulou fatos reais lindamente em Bastardos Inglórios, a gente começa a ver um filme como Um Pouco de Caos, com uma mulher fora dos padrões do século XVII, e acha que a história vai ser dobrada de novo. Mas não o suficiente pra me impressionar, não. Mesmo assim, Sabine é uma personagem interessante, forte, batalhadora, crível para os nossos padrões, ainda mais nas mãos de Winslet. Alan Rickman também está incrível em seu papel como o rei, ainda mais retratando o lado mais humano do monarca.

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A trama é interessante, fatos reais, muita imaginação, mas como tem muita coisa em um filme só, achei tudo um pouco caótico demais. Ao redor da trama principal, sobre a execução dos jardins, existem muitos personagens, mas nenhum trabalhado mais profundamente (dava pra descartar uma meia dúzia, incluindo a insuportável esposa de le Nôtre). Fica difícil de seguir quem é quem, o que está acontecendo com toda aquela galera de peruca e vestimentas fascinantes, com muitos segredos e cochichos aqui e ali. De repente se eu soubesse um pouquinho mais da história francesa tinha aproveitado. Mas cara, pra saber quem era amante de quem, por que e que diferença isso fez na execução dos jardins de Versalhes, bom, melhor deixar pra lá.

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Verdade seja dita, o filme vale, sim, o ingresso. E a pipoca. Vai com as amigas, não esquece de levar uns lencinhos, e aproveite 😉

Nota:

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Sobre Melissa Correa
Cinema sempre foi minha maior paixão, sempre fez parte de quem eu sou. Quando criança, eu levantava pra ver filmes de terror de madrugada, escondida. Ficava até três da matina (bendito fuso horário de Los Angeles!!) pra acompanhar o Oscar. E salvava cada centavinho pra ver os filmes no cinema. Hoje também curto viajar, beber café e ler, mas o cinema continua em primeiro lugar na minha vida.