QpQ Resenha | Penny Dreadful

O terror está de volta na segunda temporada de "Penny Dreadful"

Foi ao ar ontem nos EUA o último episódio da segunda temporada de Penny Dreadful, série de terror exibida pela Showtime e aqui no Brasil pela HBO, que pela própria tradução, significa um “um romance mórbido e sensacionalista”, o que realmente não deixa de ser.

A série junta vários contos de terror e misticismo em um só universo fatal. O sobrenatural existe e está por toda parte, deixando seu rastro de sangue e sofrimento, e nesse segundo ano quem toma conta são as necromantes, que também podem ser entendidas como bruxas. Elas são enviadas pelo seu Mestre, para recolher a alma de Vanessa Ives (Eva Green), uma médium que sofre com esse dom e questiona se realmente o Deus em que ela acredita, está ao seu lado. Cenas de seu passado são preciosas para essa trama, que contam, mesmo com crueldade e cenas fortes, uma antiga ligação de Vanessa com a ameaça das necromantes.

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Um mistério que a série tenta emplacar, mas não consegue, é a da existência de dois anjos caídos do céu, Lúcifer que comanda o submundo e um outro que está na Terra. Esse presságio, porém, é responsável por juntar Sir Malcolm (Timothy Dalton), Ethan Chandler (Josh Hartnett), Victor Frankenstein (Harry Treadaway) e Vanessa na busca por alguma explicação de como eles podem se proteger dessas forças malígnas.

Em meio tempo, a brilhante Sra. Poole (Helen McCrory), necromante que lidera essa busca por Vanessa, mexe com a cabeça de todos os personagens, usando dos poderes e da eternidade que seu Mestre lhe dá. Ela ainda constrói bonecos idênticos as suas vítimas, fazendo a boneca Annabelle parecer uma Barbie perto dessas.

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Os episódios seguem emperrados principalmente no núcleo dos Frankensteins. O jovem criador Victor, por motivos egoístas, projeta corpos em criaturas que ele perde total controle e essa dinâmica se arrasta desde a primeira temporada, sem muita novidade, até que a mais nova criatura, Brona Croft (Billie Piper) se junta ao charmoso e misterioso Dorian Gray (Reeve Carney), que esconde o seu verdadeiro “eu” no retrato de um quadro altamente secreto e os dois compartilham da mesma insanidade e luxúria.

A série dá destaque a ousada e ao mesmo tempo ingênua Angelique (Johnny Beauchamp), uma travesti de coração puro que busca o amor dos homens que podem pagar para tê-la, porque não tem outra opção em uma sociedade que a vê como aberração, mas no fundo deseja ser aceita por todos como ela é.

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Além de excelentes atuações e uma produção muito competente, o que podemos tirar desse ano dois, é que nenhuma aberração pode ser enjaulada, e todas querem se livrar da escuridão em que nasceram. Parece que afinal de contas, os erros da série foram corrigidos e a história promete fluir com mais empatia na já anunciada terceira temporada. Uma das coisas que ficam no ar, é o amor entre o lobisomem Ethan Chandler e a escorpião Vanessa, que faz o público se aproximar mais da série, esperando que apesar de todo o terror que eles enfrentam, que haja um bom final para o escorpião e o lobo.

Nota:

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Sobre Felipe Cavalcante
Formado em RTV, fã de boas músicas e boas histórias, sempre em busca de coisas novas e empolgantes. Obcecado por super-heróis e pela magia do impossível que se torna real nas telas da TV e do cinema.