QpQ Resenha | A Forca

"A Forca" se perde na história, mas entrega diversos momentos de arrepiar o cabelo

Falou em filme de terror, eu já estou contando as horas pra conferir. E com o bafafá todo gerado em torno da brincadeira Charlie Charlie (não viu? Confere mais sobre aqui), uma ótima jogada de marketing pra divulgar o filme A Forca, eu não estava mais contando as horas: estava roendo as unhas de ansiedade! Mas nessas horas é sempre bom lembrar que expectativa demais só gera decepção, e foi mais ou menos o que aconteceu comigo 🙁

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Começamos o filme conferindo uma gravação antiga, mostrando adolescentes encenando uma peça na escola. No momento de maior tensão – quando um dos personagens é enforcado, mas de mentirinha -, alguma coisa acontece e o cara morre de verdade. Ele se chama Charlie (aha!!) e, anos depois, muitos anos depois, volta pra assombrar os adolescentes Reese, Pfeifer, Ryan e Cassidy (todos usam seus nomes reais no filme!) que estão encenando a mesma peça.

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A história parece boa, o trailer até que convence, e sou superfã do movimento “shaky cam” (câmera tremida), que rendeu bons filmes desde o excelente A Bruxa de Blair, como Cloverfield, Quarentena, Atividade Paranormal. Mas parou por aí. Vivo afirmando que filme de terror que se preze tem que pelo menos entregar os sustinhos básicos, né? Mas se os sustinhos vierem junto com uma história que não tem pé nem cabeça, e começarem com um cara incrivelmente chato, o Ryan, sendo ainda mais chato com uma câmera chata na mão, ah, aí não dá. Haja paciência!

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Mas nem tudo está perdido. Como eu disse, o filme entrega os sustos, galera! Então se você não dá a mínima para o enredo (que se dane!!), pode apostar nesse filme. Dei tantos pulos, e fiquei pra lá de tensa, a maior parte do filme. Imagina ficar trancado em um lugar escuro, com o espírito de um moleque enforcado há mais de vinte anos? Pois é, já deu pra perceber o clima do filme, né? E, é claro, eles saem para explorar o teatro, adentrando lugares escuros, com pilhas de coisas velhas armazenadas. O filme é tão bom em termos de cenário, iluminação e sonorização que você vai ficar na beira da cadeira (praticamente) boa parte do filme. Melhor cena? A que o nosso malfadado cinegrafista está sozinho explorando o porão do teatro, e a câmera explora o ambiente, com a pressa de quem está desesperado com cada pequeno ruído e ao mesmo tempo com a calma de quem ri na cara do perigo! Quase morri do coração.

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Outra coisa que gostei bastante foi a repetição de cenas, de pontos de vista diferentes. Por exemplo, quando Ryan está ferido e fica preso dentro do teatro, primeiro temos o ponto de vista de seus amigos, fora do teatro, esmurrando a porta e tentando entrar. Depois, temos o ponto de vista de Ryan, e acompanhamos seu sofrimento bem de perto.

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Ah, e também tem a cena estilo A Bruxa de Blair! Com direito a nariz escorrendo e tudo! Apesar de neste filme ter um outro motivo.
Tá, tá, você tá aí pensando, “se disse que não gostou do filme, como começaram a brotar coisas positivas?”. Ah, deixei essa parte pro final. O filme não faz sentido algum. Eles até tentaram, mas olha, tem que ter uma imaginação, e se desprender da realidade assim, big time. Esquece. Vamos nos ater aos sustinhos básicos dessa vez, e esquecer a porcaria da história. Claro, se você quiser comentar o que você entendeu depois de assistir ao filme, vou ficar aqui esperando seu comentário 😉

Nota:

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Sobre Melissa Correa
Cinema sempre foi minha maior paixão, sempre fez parte de quem eu sou. Quando criança, eu levantava pra ver filmes de terror de madrugada, escondida. Ficava até três da matina (bendito fuso horário de Los Angeles!!) pra acompanhar o Oscar. E salvava cada centavinho pra ver os filmes no cinema. Hoje também curto viajar, beber café e ler, mas o cinema continua em primeiro lugar na minha vida.