QpQ Resenha | Wet Hot American Summer: First Day of Camp

O Verão Inesquecível de "Wet Hot American Summer: First Day of Camp"

Se pra muita gente um dia é pouco, tente imaginar o que pode acontecer em 24 horas no acampamento de verão Firewood, no interior de Maine nos Estados Unidos.

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A nova série original do serviço de streaming da Netflix traz de volta os personagens do filme Mais Um Verão Americano, que estreou em 2001. Naquela época os besteiróis estavam tão em alta quanto os vampiros estavam até pouco tempo, e também eram responsáveis por apresentar jovens atores que estavam tentando uma grande chance, só que o filme em questão foi bombardeado por críticas negativas, mas com o tempo ganhou fãs e se tornou um filme cultuado, um clássico digno de Sessão da Tarde.

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Há uma cena do filme em que o então desconhecido Bradley Cooper, de O Lado Bom da Vida, em uma de suas poucas falas, diz que seria legal todos os amigos do acampamento combinarem de se encontrar dez anos depois daquele verão. Bem, demorou 14 anos desde essa fala, e os criadores Michael Showalter e David Wain foram corajosos de negociar com os atores para voltarem aos seus papéis, até porque muitos hoje se tornaram grandes estrelas, como Paul Rudd (Homem-Formiga), Elizabeth Banks (Jogos Vorazes), Amy Poehler (Parks & Recreation) e o próprio Bradley Cooper, que ganham um destaque maior na trama da série, por serem mais conhecidos do grande público de hoje.

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A história do seriado se passa no primeiro dia de acampamento do verão de 1981, semanas antes do ocorrido no filme original, e ganha ainda mais um ar alucinante e nostálgico dos anos 80, afinal todos os estereótipos estão ali, do maloqueiro que vira o cara popular, do garanhão que na verdade é virgem, do garoto novo que sofre bullying, até mesmo a jornalista infiltrada para escrever sua grande matéria sobre o acampamento. Realmente transpareceu um clima de acampamento de verão da parte dos atores, que pareciam estar se divertindo mais do que qualquer outra coisa. Muitos deles hoje em seus 40 anos, estão carecas, barrigudos e não tem mais a pele sem nenhuma ruga, mas mesmo assim interpretam os mesmos adolescentes de 16 anos, que já era absurdo em 2001 e agora em 2015 se torna ainda mais hilário. Nos 8 episódios da comédia ultrajante, muitas sub-tramas são apresentadas e nenhuma é menos importante que a outra, abrindo espaço para outros nomes se juntarem ao elenco com personagens inéditos, como Jon Hamm (Mad Men), Kristen Wig (Missão Madrinha de Casamento), Jason Shwartzman (O Grande Hotel Budapeste), Michael Cera (Scott Pilgrim Contra o Mundo) e até Chris Pine (Star Trek).

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Todos os clichês e tramas mirabolantes estão presentes, até mesmo os problemas que parecem mortais, como uma gosma tóxica que vai matar a humanidade, são facilmente desenrolados de maneira tão simples que acabam surpreendendo e realmente nos faz gargalhar, mas de uma maneira renovada e não tão forçada como em 2001. A linguagem da série se adapta um pouco ao timing do humor de 2015 e cabe até a aparição de um smartphone de última geração em uma das cenas, porque seria muito mais rápido fazer uma ligação do que passar um fax.

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A opção de retornar como formato de série é um passo inteligente para a equipe e também contempla os fãs, que podem ter uma experiência mais completa e ver o desenvolvimento dos personagens levado mais a fundo do que seria em uma sequência de longa-metragem, que provavelmente não faria tanto sucesso.

Nota:

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Sobre Felipe Cavalcante
Formado em RTV, fã de boas músicas e boas histórias, sempre em busca de coisas novas e empolgantes. Obcecado por super-heróis e pela magia do impossível que se torna real nas telas da TV e do cinema.