QpQ Resenha | Quarteto Fantástico

O reboot de "Quarteto Fantástico" é melhor que os longas anteriores

Não se sinta enganado com o título desta resenha. O reboot de Quarteto Fantástico é realmente melhor do que os outros dois filmes realizados pela 20th Century Fox, porém, ele passa longe de ser o melhor filme de heróis dos últimos tempos.

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No filme, quatro adolescentes são conhecidos pela inteligência. Juntos, trabalham num projeto científico e são levados a uma missão perigosa em uma dimensão alternativa. Quando os planos falham, eles retornam à Terra com sérias alterações corporais. Munidos desses poderes especiais, eles se tornam o Senhor Fantástico (Miles Teller, da série Divergente), a Mulher Invisível (Kate Mara, de 127 Horas), o Tocha Humana (Michael B. Jordan, de Poder Sem Limites) e o Coisa (Jamie Bell, de Jumper). O grupo se une para proteger a humanidade do ataque do Doutor Destino (Toby Kebbell, de Planeta dos Macacos: O Confronto).

O diretor Josh Trank, do ótimo Poder Sem Limites, tenta dar o seu melhor com o “pequeno” orçamento de $120 milhões. O chute dá na trave! Alguns efeitos ficam sem um apuro estético necessário numa produção do gênero.

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Mas se os efeitos ruins fossem o único problema da produção, tudo bem. Não é o caso! Falta ritmo na trama inicial que explica o projeto que leva os heróis para a outra dimensão. O filme engrena apenas quando eles ganham seus poderes, mas aí já está na hora do clímax, que passa correndo e sem a real sensação de perigo que deveria trazer.

Nem tudo é defeito no filme. A decisão de mostrar a história através dos olhos de Reed Richards, o Sr. Fantástico, é que faz a diferença, humaniza os personagens e os aproxima, tirando grande parte daquele humor cartunesco tão criticado nos outros longas. O elenco mostra uma química bem elaborada, mas não dá espaço para o vilão ser bem desenvolvido.

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No fim, Quarteto Fantástico parece um trailer de um longa melhor que não foi produzido. É torcer para este filme ir bem nas bilheterias e garantir um orçamento melhor para a sequência, já anunciada para 2017. Não que este orçamento mais robusto seja sinônimo de qualidade!

Nota:

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Sobre Felipe Sclengmann
Era praticamente impossí­vel que o cinema não acabasse sendo minha paixão. Cresci no prédio onde um cinema funcionava, criado por um avô e uma avó que se conheceram trabalhando no ramo. Então, tá explicado! Falar sobre cinema é um hobbie, uma paixão, tá no meu sangue! Este é o motivo do Quadro por Quadro existir (além de aplicar os conhecimentos de uma graduação em Sistemas de Informação, a qual detesto) e ele está aí para reunir quem também ama esta arte.