QpQ Especial Diretor | Alfred Hitchcock

No aniversário do mestre do suspense, separamos 5 filmes importantes de sua carreira

No universo cinematográfico, alguns diretores, atores, produtores já fazem parte do imaginário coletivo. Eu falo em Spielberg, você pensa em ET, Tubarão. Eu falo em Kubrick, você pensa em Laranja Mecânica, 2001, Jack Nicholson. E quando eu falo em Hitchcock, o que vem à sua mente? Pássaros? Medo de tomar banho, ainda mais se a trilha sonora tiver alguns violinos ensandecidos? O que vem à sua mente quando pronuncio o nome do mestre, Hitchcock? Seja lá o que for, tem que ser sagaz, tem que dar medo, tem que ser tremendo.

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Alfred Joseph Hitchcock (Hitch pra mim e pra você!!) nasceu na data de hoje em 1899 (cara, se ele estivesse vivo, teria 116 velinhas em cima do bolo!) em Londres. E foi lá que ele descobriu e primeiro vivenciou a indústria cinematográfica: filmes mudos (seu primeiro filme é de 1925), e alguns filmes que são lembrados até hoje (Os 39 degraus, O Homem que Sabia Demais). E então ele decidiu se aventurar nas terras do Tio Sam, em 1939. E do outro lado do Atlântico ele já começou abalando as estruturas com o filme Rebecca, a Mulher Inesquecí­vel (tudo bem que com Joan Fontaine e Laurence maravilhoso Olivier não tinha como errar, mas…). Ele ganhou um Oscar de Melhor Filme (!!!!!) pela produção, e foi o mais perto que chegou de outra estatueta do homenzinho dourado (e nunca ganhou por melhor diretor, boo hoo!!).

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Mas que Oscar, que nada! Eu falei lá no começo, esse cara já transcendeu essas questões terrenas e superficiais aí­. Não é qualquer diretor que consegue isso! E mais: ele influenciou muitos diretores que vieram depois (Spielberg, DePalma, David Fincher, só pra citar alguns), muitos filmes contemporâneos nossos contém cenas que lembram, homenageiam, fazem referência, e muito mais, a seus filmes (e um dos exemplos que mais gosto de mencionar é o de Sexta-feira 13 e suas referências à Psicose – e se você quer pirar, que tal lembrar que Jamie Lee Curtis é filha de Janet Leigh, a moça que hoje em dia vive gritando em camisetas por aí­?!), o cameo deve ter sido criado pelo Hitchcock (falando nisso, confere aqui esta compilação genial dos cameos do cara)… Isso só pra citar algumas coisas.

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Mas agora chega de blá blá blá e vamos à lista dos melhores filmes do Hitchcock – na minha humilde opinião, galera! Se faltou algum que você simplesmente ama, comenta lá embaixo 😉 Eu, por exemplo, pela limitação de espaço (e porque meu chefe só queria cinco filmes! Como alguém consegue falar de Hitchcock com cinco filmes? Felipe, te amo, tá?!), não pude colocar nesta lista de cinco (!!!!) filmes o incrível O Terceiro Tiro. Por que ele é tão incrí­vel? Porque, apesar de ser pouco conhecido, ele traz o diretor em seu momento mais sarcástico, mais cê­nico, repleto de humor negro, rodeado por uma paisagem deslumbrante (Vermont, nos Estados Unidos, bem no outono) e acompanhado de Shirley MacLane e um corpo que mais parece um tronco de árvore.


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PSICOSE
(Psycho, 1960, 1h49 min)

Psicose é um clássico e tem tantos motivos pra isso que este parágrafo aqui jamais faria jus a ele. Mas vamos tentar! Psicose segue a história de Marion Crane, que rouba seu chefe e foge, e se refugia no lugar mais creepy da face da terra: o Bates Motel! Lá ela conhece o galã (#sqn) Norman Bates, e o que acontece a partir daí­ é de arrepiar os cabelos de qualquer um. O filme foi uma revolução pra época, tanto em termos técnicos (a cena de abertura e o close do olho de Marion, com a tecnologia da época, foram excruciantemente difíceis de fazer) como de história (matar protagonistas só iria entrar na moda mesmo algumas décadas depois). E a incrí­vel cena da morte do detetive, que a câmera sobe lá no alto e se distancia pra não revelar nada? Coisa de gênio?! E os violinos( confere aqui)? Bom, pessoa, fica a dica: se você não viu esse filme ainda, corre botar sua vida em dia.


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JANELA INDISCRETA
(Rear Window, 1954, 1h50 min)

Este é um filme incrí­vel para começar a conhecer o mestre do suspense. Ou rever, se for o caso. Porque este filme é daquele tipo que pode ser visto infinitas vezes, e em todas elas você vai se estressar quando a Lisa pular a janela. Ah, e falando em Lisa, uma das razões para este filme ser incrí­vel é a fabulosa Grace Kelly, na minha opinião a mais maravilhosa das loiras do Hitchcock (e vale conferir uma das cenas mais sexy da história do cinema aqui). E também tem Jimmy Stewart, engessado e preso ao apartamento, quente e claustrofóbico. Por isso ele começa a bisbilhotar os vizinhos, e ficar intrigado com um deles, que pode (ou não) ter dado um sumiço na esposa.


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INTRIGA INTERNACIONAL
(North by Northwest, 1959, 2h16 min)

Este filme tem tudo: suspense, ação, identidades trocadas, Cary Grant (ooh-la-la!!), espionagem… A história é ótima, a edição é primorosa e a trilha sonora é mais um clássico do sensacional Bernard Herrmann (ouve aqui).
A história acompanha o publicitário Roger Thornhill, que é confundido com um agente e começa a ser perseguido pelos Estados Unidos. Por mais antigo que este filme seja (ele é de 1959), ele é atual e bota muito filme de ação de hoje em dia no chinelo.
E vale mencionar que abertura deste filme foi uma das mais ousadas de seu tempo (criação do incrí­vel Saul Bass, unindo forças com Herrmann – confere aqui), e a cena do avião perseguindo Thornhill na plantação é uma das mais famosas do cinema.


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UM CORPO QUE CAI
(Vertigo, 1958, 2h09 min)

Este filme é um dos mais intrigantes do Hitchcock. Mentira, possessão, medo, romances proibidos e a bela São Francisco de pano de fundo. Este filme acompanha John “Scottie” Ferguson (Jimmy gatão Stewart), um ex-detetive com medo de altura que é contratado para seguir Madeleine (Kim Novak), a esposa de um antigo conhecido. Tudo vai bem até que algo muito estranho acontece.

Neste filme, os jogos psicológicos são o destaque, mas tem alguns aspectos técnicos que merecem destaque: a abertura do filme, feita por Saul Bass (que também trabalhou na abertura de Intriga Internacional e muitos outros filmes de Hitchcock), com a trilha sonora do Hermman, é muito interessante (espia aqui!). E o efeito de câmera usado para mostrar o medo de alturas de Scottie foi revolucionário e hoje em dia é referido como “Vertigo effect” (do nome do filme em inglês, Vertigo). Veja alguns exemplos do uso desta técnica em outros filmes aqui.


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FESTIM DIABÓLICO
(Rope, 1948, 1h20 min)

A história deste filme é pra lá de simples (mas lembra que uma das regras do Hitchcock era “keep it simple”): dois jovens matam um colega de escola e convidam amigos e familiares para uma festa. A comida, as bebidas? Servidas sobre o baú que contém o corpo da ví­tima. Jimmy Stewart é o professor, também convidado para a festa. O filme todo se passa apenas dentro do apartamento dos dois jovens, com o suspense te deixando de cabelos em pé: eles serão pegos? Vão se safar? Mas isso não é o mais importante! Incrí­vel mesmo é o trabalho de câmera, os poucos cortes (são oito no total) e a edição, que tenta nos convencer que o filme todo é um longo plano sequência (olha o Hitchcock inspirando as novas gerações de cineastas aí­ de novo, minha gente!).

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Sobre Melissa Correa
Cinema sempre foi minha maior paixão, sempre fez parte de quem eu sou. Quando criança, eu levantava pra ver filmes de terror de madrugada, escondida. Ficava até três da matina (bendito fuso horário de Los Angeles!!) pra acompanhar o Oscar. E salvava cada centavinho pra ver os filmes no cinema. Hoje também curto viajar, beber café e ler, mas o cinema continua em primeiro lugar na minha vida.