QpQ Especial Halloween | As experiências do QpQ com terror

Cada um tem uma experiência marcante com o gênero. Conte a sua!

Não é todo mundo que curte filmes de terror, apesar de ter muita gente que gosta de se assustar, e depois ficar sem dormir um par de noites ou então evitar até de tomar água antes de dormir pra não precisar ir ao banheiro no meio da madrugada. Independente se você curte ou não, tem sempre uma história bacaninha ligada a um filme de terror que você viu na infância, na adolescência, com a galera da escola, com um gatinho/gatinha e que hoje te enche de coragem pra ver mais filmes de arrepiar os cabelos, ou então evitá-los como o diabo foge da cruz (cruz credo!).

E pra comemorar o Halloween, a galera do Quadro por Quadro preparou um especial com suas experiências inesquecíveis relacionadas à filmes de terror. Algumas positivas, outras muito positivas, e outras mais traumatizantes… mas todas muito divertidas! Confira abaixo e depois deixe as suas experiências nos comentários – queremos muito saber se você é do time dos empolgados, ou dos traumatizados!


01

Emanuela Siqueira e a série Pânico

Os filmes de terror e suspense estiveram muito presentes na minha educação cinéfila. No fim dos anos 90 adorava assistir todo tipo de sequência de suspense que fazia sucesso, como as sequências de Pânico e Eu sei o que você fizeram no verão passado.

Ia na locadora todo fim de semana para ver quais eram as próximas tentativas de retratar os assassinos em série e lendas urbanas. Mas nada nunca mais foi igual depois de Bruxa de Blair em 1999. Todo o meu conceito de medo mudou depois de assistir esse found footage que parecia tão real. O filme me deixou extremamente obsessiva com histórias de bruxas e teorias sobre o suposto vídeo encontrado, que nada tinham de bruxaria. Acredito que o filme mexe muito com o espectador porque o desespero dos personagens é tratado de forma natural, a gente se coloca realmente no lugar dos três amigos que queriam apenas tirar onda de uma lenda. Bom, eu sempre acreditei nelas e diga aí, quem não se arrepiou com a cena final?


02

Felipe Sclengmann e a professora que o aterrorizou com O Mestre das Ilusões

Pesadelos monstruosos sucederam o fato de eu ter assistido O Mestre das Ilusões no colégio lá por meados de 1996.Que professora em sã consciência levaria um filme de terror como esse para aterrorizar seus alunos? Ou éramos muito pestes ou ela era um pouco sádica.

Baseado no conto The Last Illusion, de Clive Barker, O Mestre das Ilusões é uma mistura de gêneros relacionados ao sobrenatural. Em 1982, Philip Swann , um seguidor do líder de uma seita demoníaca, Nix , conduz um grupo de companheiros para uma missão: matar e queimar o maléfico guru antes que ele possa sacrificar uma jovem. Nos dias atuais, o detetive Harry D’Amour é contratado por Dorothea Swann para proteger seu marido, o agora famoso mágico Phillip Swann, que está sendo ameaçado por um grupo de satanistas que planejam trazer de volta à vida o seu líder, Nix.

No auge dos meus 10 anos e morando no prédio onde um cinema funcionava este pode ser o primeiro dos cerca de 20 filmes de terror que vi na vida. E a verdade é que, mesmo sabendo que tudo ali não passava de cinema, eu quase me “caguei” de medo por dias por causa das ilusões do filme. Talvez por isso não recomende o gênero até hoje, mas entendo quem curta!


03

Karen Barbosa e o terror agarradinho de A Casa da Colina

Até onde me lembro A Casa da Colina foi o primeiro filme de terror que assisti. Minha mãe sempre me proibiu e fui educada para obedecer, realmente não sei o que aconteceu com meus irmãos que fugiam para casa de amigos e durante as madrugadas assistiam filmes proibidos para suas idades! Até hoje sou uma boa menina (hahaha) e continuo obedecendo e não assistindo filmes de terror! Não acostumei, portanto hoje não é um estilo que me agrade, sempre escolho outros gêneros!

MASsssssssss muitos anos atrás um namoradinho me chamou para o cinema, pra ver A Casa da Colina, e naquela hora, naquele cinema era o que tínhamos, fiz biquinho, charminho e decidi me aproveitar para abraçar mais forte o moço (ai que saudade dessa época em que eu podia ser mais inocente!). Lembro de pouca coisa do filme, me aproveitei para ficar de olhos fechados deitada no ombro do esforçado garoto tentando me conquistar…. Mas vamos lá:

O filme é um remake de A Casa dos Maus Espíritos, de 1958.

A casa da colina, que ambienta o filme, é na um hospício desativado, o local era administrado pelo Dr. Richard Vanacult, que realizava cruéis experiências com os internos. Certa noite os internos resolvem dar uma lição no médico, e na sua sádica equipe. Os pacientes botam fogo no local, então o médico aciona uma espécie de sistema de segurança, que “sela” todas as saídas da casa, resultado, churrasco humano. Dessa tragédia, apenas alguns funcionários sobrevivem. Tudo isso rolou em 1939, então o filme corta para os dias atuais, onde temos Evelyn (Famke Janssen), a perua esposa do maluco Steven Price (Geoffrey Rush), dono de parques de diversão, com temática de terror. Pois bem, ambos se odeiam, e Evelyn resolve que quer sua festa de aniversário no antigo hospício. Ela envia ao marido a lista de convidados, mas ele resolve mudar a lista, convidando pessoas do seu interesse. E o povo se dirige a casa, chegando lá nem Steven nem Evelyn conhecem as pessoas que receberam os convites. E a diversão começa… Price oferece um jogo, onde todos que terminarem a noite “vivos” saem do lugar com um cheque de 1 milhão de dólares. E claro se restar apenas uma pessoa, essa leva todo o dinheiro sozinha. Até aí ninguém parece ligar para as histórias de assombração do lugar, quando do nada, o sistema de segurança da casa começa a fechar. O povo fica trancado, com os tais cheques, e os fantasmas começam a brincar com o povo. E quando as mortes começam a acontecer, fica aquela dúvida…Será que é algum deles que está matando os outros para ficar com toda a grana?

Hoje (o filme foi lançado em 1999, e quem me chamar de velha apanha!) os efeitos são realmente ridículos, mas vale a pena assistir, para aqueles não acostumados ao gênero, como eu, é um tanto quanto assustador… Meninas agarrem seus namorados para manter a tradição!!!


04

Marcela Sachini e os olhos amedrontadores de John Malkovich em O Segredo de Mary Reilly

O Segredo de Mary Reilly é um filme que, quando mais nova, achava ser relativamente inofensivo. Devia ter uns 12 anos, por aí, quando o vi. Com ares de suspense e conhecendo apenas superficialmente a história na qual o filme é baseado, O Estranho Caso de Dr. Jekyll e Mr. Hyde, lá fui eu assistir o bendito filme. Resultado: não consegui dormir direito por cerca de um mês.

Julia Roberts é uma arrumadeira contratada na casa que vai descobrindo que seu patrão, embora doce na maior parte do tempo, leva uma vida dupla. Não lembro mais direito como o filme se desenvolvia, acho que ele ia construindo esse suspense por meio da personagem da Julia, a tal da Mary, que ia percebendo aos poucos que tinha algo de errado com o big boss. Do que mais me lembro: John Malkovich. É aí que começa o martírio. Quando ela (e a gente) descobre finalmente que sua outra metade não é flor que se cheire, o John tá lá, em cima de um pedestal de madeira todo ensanguentado e, pelo que lembro, ele tinha devorado a coitada da vítima.

O que mais lembro é dos olhos apavorantes do Malkovich olhando para a tela, uma coisa meio Jack Nicholson em O Iluminado, e ele vai atrás dela e ela chocada e apavorada que nem eu estava. Mas o cara era ardiloso e a Mary estava apaixonada, e tudo o que conseguia pensar era: como essa mulher pode estar apaixonada por esse cara bizarro e amedrontador? Não faço ideia. Mas eu tinha 12 anos, né, gente. Hoje em dia gosto do Will Graham de Hannibal rs a vida é assim mesmo: dá voltas! Fiquei tão apavorada com esse filme (e com o Malkovich) que dormi por um mês com a coberta até o topo da cabeça, demorando horrores para pegar no sono. E nunca mais vi o filme novamente.


05

Melissa Correa e uma vida de terror, marcada por O Cemitério Maldito e Uma Noite Alucinante: A Morte do Demônio

Eu assisto filmes de terror desde quando consigo me lembrar. Fez parte da minha infância, da minha adolescência e agora da minha adultice. Tenho sorte que minha família era meio biruta e não ligava se eu estava escapulindo da cama pra ver o que estava passando no Corujão. E assim se deu minha educação cinematográfica, bem deturpada e sangrenta, uma criança coberta até o nariz (Curitiba não mudou nada…) e aconchegada no sofá, olhos colados na TV, vez ou outra olhando pra fora da janela pra ver se tinha alguém me espiando, ou deixando a luz na cozinha (que era do lado da sala) acesa, pra ter certeza que nada ia sair da escuridão.

Os filmes que mais me marcaram foram dois: O Cemitério Maldito e Uma Noite Alucinante: A Morte do Demônio. Cemitério Maldito foi a primeira fita VHS que meus tios alugaram assim que o recém-adquirido videocassete saiu da caixa. Eu e minha irmã (minha companheira de filmes de terror até hoje!!) fomos convidadas pra sessão (ou insistimos até alguém ceder, quem sabe?). E foi uma das melhores experiências da vida! O lance de enterrar animais (e depois pessoas!) em um cemitério mágico que os trazia de volta à vida foi incrível, ainda mais porque eles voltavam sangrentos e tal (não, tô exagerando… nessa parte eu fiquei com medo). Ainda hoje gosto muito do filme, mas infelizmente não assusta mais 🙂

Noite Alucinante foi meio um caso de amor. Minha irmã me lembrou que assistimos ao filme na Band. A história era bacana (não pros padrões de hoje em dia, onde todo mundo vai pra uma porcaria de cabana no meio do nada e bum, todo mundo morre), o sangue e os efeitos incríveis, além da cena da guria (possuída) trancada no porão… e a outra fora… as duas cantando pro Ash ” Nós vamos te pegar… Nem mais um pio… Hora de dormir”. Coitado do Ash!!! Voltando à história, estamos nós duas assistindo ao filme, olhos grudados na tela, e de repente… a Band fica fora do ar! What?? Oh, yes! Solução? Ligar o rádio, sintonizar na Band e escutar o resto do filme! E eu ainda aproveitei pra gravar o finalzinho, que tem aquela musiquinha maluca. E passei o resto do ano, pelo menos, ouvindo a bendita fita.


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