10 FILMES | Para um Natal mais lindo

Separamos 10 FILMES para fazer o natal de qualquer cinéfilo mais lindo e especial

Ah o Natal… que época linda. Friozinho, meias penduradas na lareira, árvore cheia de presentes, neve… opa, isso não é bem o que acontece no Brasil!

Pra muitos de nós esse é o clima de Natal, esse espírito de reunir a família, os amigos, preencher o vazio de muitos que passam o ano sem poder visitá-los – seja pela rotina cansativa ou pela distância; as mensagens importantes que aprendemos; o momento solitário, mas necessário, de pararmos um pouco e refletirmos o que fizemos de bom e o que nos toca o coração.

É com esse espírito que o Quadro por Quadro preparou essa lista de filmes em que cada um possui um elemento natalino muito forte, seja por se passar na época de Natal ou por lembrar de dar uma segunda chance a alguém, de ver além das aparências, de ser mais humano.

Então enquanto prepara a ceia com seus entes queridos, procure reservar umas horinhas para assistir com eles alguns desses 10 FILMES inesquecíveis de Natal:


SIMPLESMENTE AMOR
(Love Actually, 2003, 2h10)

Direção: Richard Curtis
Elenco: Hugh Grant, Liam Neeson, Colin Firth e outros

Provavelmente o filme mais popular e mais assistido na época de Natal, Simplesmente Amor é a reunião de histórias de pessoas comuns e célebres que estão em busca de sua felicidade cada um à sua maneira. Nessa comédia britânica, temos a história da lenda do rock Billy Mack (Bill Nighy) gravando uma canção de Natal e mudando levemente o refrão, e seu agente, Joe (Gregor Fisher). A bela história dos amigos Peter (Chiwetel Ejiofor) e Mark (Andrew Lincoln), que se distanciam um pouco quando Peter se casa com Juliet (Keira Knightley) e no final descobrimos o porquê. O escritor Jamie (Colin Firth), que esteve presente no casamento, retorna mais cedo à casa e vê sua mulher com seu irmão, o que o faz fugir para sua casa de campo na França, onde encontra a moça que cuida da casa, Aurélia (Lúcia Moniz), uma portuguesa, e ambos enfrentam a barreira da língua para expressar seu amor. Harry (Alan Rickman) e Kate (Emma Thompson) enfrentam problemas no casamento, especialmente quando ele inicia um caso com sua secretária mais jovem, Mia (Heike Makatsch). O irmão de Karen, por sua vez, é David (Hugh Grant), o recém eleito primeiro-ministro britânico, que se apaixona por sua assistente, Natalie (Martine McCutcheon), mas reluta em assumir esse amor. O amigo de Karen, Daniel (Liam Neeson), perde a esposa e precisa cuidar de seu filho, Sam (Thomas Sangster), que sente falta da mãe, mas cujo problema maior aqui é a paixão por sua colega de classe, Joanna (Olivia Olson). Temos ainda a história de Sarah (Laura Linney), que trabalha na agência de Harry e é apaixonada pelo colega da firma Karl (Rodrigo Santoro), mas sua prioridade é o irmão Michael, que precisa de sua atenção constante. O jovem Colin (Kris Marshall) resolve que seu charme britânico será mais apreciado na América e vai em busca de seu destino. John (Martin Freeman) e Judy (Joanna Page) são dublês de filme pornô que se apaixonam durante as filmagens. Todos têm uma relação entre si e todas são histórias de amor de pessoas como eu e você nessa época tão especial do ano. Minha história predileta é a de Jamie e Aurélia, e a sua?


O AMOR NÃO TIRA FÉRIAS
(The Holiday, 2006, 2h11)

Direção: Nancy Meyers
Elenco: Cameron Diaz, Kate Winslet, Jude Law e outros

Clássico moderno instantâneo de Natal, em O Amor Não Tira Férias temos duas mulheres separadas por um oceano de distância, uma morando na Inglaterra, outra na Califórnia, ambas com problemas em seus relacionamentos e precisando de umas férias. Amanda Woods (Cameron Diaz) é uma verdadeira workaholic, dona de uma empresa que produz trailers de cinema em Los Angeles e que acaba de descobrir que seu namorado Ethan (Edward Burns) a traí­a, enquanto Iris Simpkins (Kate Winslet) escreve para a coluna social do Daily Telegraph, em Londres, e nutre uma paixão platônica por um canalha colega de empresa com quem teve um affair, Jasper Bloom (Rufus Sewell), e que não a deixa esquecê-lo, mesmo prestes a se casar com outra. Uma bela noite, Amanda entra em um site onde os usuários trocam de casa por um perí­odo determinado, e acaba escolhendo a pitoresca casa de Iris para ficar por duas semanas, para deleite da mesma, já que Amanda possui uma mansão em Los Angeles, com piscina e todo o luxo possí­vel. Essas duas semanas antecedendo o Natal são passadas em meio a descobertas e novas amizades e amores, como Graham (Jude Law), irmão de Iris, que se torna alguém com quem Amanda pode se abrir, assim como o senhor Arthur Abbott (Eli Wallach) e Miles (Jack Black) se tornam amigos queridos de Iris. Um filme de Nancy Meyers, com brilhante atuação de Kate Winslet, que faz a gente se identificar com sua personagem e torcer por seu final feliz.


A FELICIDADE NÃO SE COMPRA
(It’s a Wonderful Life, 1946, 2h09)

Direção: Frank Capra
Elenco: James Stewart, Donna Reed, Lionel Barrymore e outros

A Felicidade Não Se Compra é um dos filmes de Natal mais assistidos nos Estados Unidos, mas pouco conhecido por essas bandas. Nesse caso, permita-me apresentá-los à história de George Bailey (James Stewart), um cara que começa o filme na véspera de Natal tentando se jogar de uma ponte, após uma série de frustrações na vida e a gota d’água sendo um calote financeiro de Mr. Potter (Lionel Barrymore), um banqueiro mesquinho e desonesto de Bedford Falls, NY. Mas um anjo que pretende ganhar suas asas, Clarence (Henry Travers), o ajuda realizando seu desejo de que nunca tivesse nascido. Bailey, um cara honesto, trabalhador e bondoso, que abandonou seus sonhos de estudo e trabalho para ajudar a famí­lia, também ajudou muita gente na pequena e pacata cidade. A falta que ele descobre ter feito para a comunidade, sua famí­lia, sua mulher Mary Bailey (Donna Reed) e seus filhos, renova sua vontade de viver e achar uma solução para os problemas financeiros. O final não conto, deixo para você julgar, mas é realmente emocionante, principalmente ao som de “Auld lang syne”, uma canção saudosista tradicional de natal gringa feita em cima de um poema escocês de Robert Burns que se traduz como “os velhos tempos”.


ANASTASIA
(Anastasia, 1997, 1h34)

Direção: Don Bluth, Gary Goldman
Elenco: Meg Ryan, John Cusack, Kelsey Grammer e outros

A história da princesa Anastasia, que supostamente escapou do massacre da famí­lia Romanov, na Rússia, foi adaptada com muita graça e magia aqui pela 20th Century Fox. Com uma dublagem maravilhosa (modéstia à parte, nossa dublagem é do balacobaco), Anastasia passa todos os anos na TV na época de Natal, lembrando-nos que a tragédia pode separar uma famí­lia por algum tempo, mas as relações de amizade e amor construí­das desde o iní­cio falam muito mais forte. Anastasia (Kirsten Dunst e Meg Ryan) é uma princesa muito próxima de sua avó, na Rússia czarista de 1916, em São Petersburgo, quando uma multidão revolucionária invade o castelo e, na confusão da fuga, um menino que é empregado do castelo consegue salvá-las por uma passagem secreta. A vó embarca no trem, mas Anastasia não consegue alcançá-la, cai e perde a memória. Cresce num orfanato sem saber sua origem, exceto por um colar que carrega consigo, com a inscrição “juntas em Paris” e que contém a chave da caixinha de música que ainda está com sua avó. Ao completar 18 anos e sair do orfanato, ela decide seguir a pista do colar e recebe a ajuda de Dimitri (John Cusack) e Vladimir (Kelsey Grammer), sem saber que eles contratam impostoras para tentar enganar sua Alteza, Maria Feodorovna (Angela Lansbury). Mas no meio do caminho, eles se dão conta de que ela é a verdadeira princesa, e precisam enfrentar o maligno Rasputin (Christopher Lloyd), que foi responsável pela separação das duas e quer acabar com os Romanov. Toda essa etapa passada em Paris, com muita emoção, aventura e amor surgindo em lugares inesperados, tornam Anastasia o perfeito desenho de Natal.


EDWARD MÃOS DE TESOURA
(Edward Scissorhands, 1990, 1h45)

Direção: Tim Burton
Elenco: Johnny Depp, Winona Ryder, Dianne Wiest e outros

Em Edward Mãos de Tesoura, Tim Burton apresenta a fábula romântica sobre Edward (Johnny Depp), uma criatura com aparência humana e com algumas cicatrizes no rosto que é “criada” por um senhor inventor. Porém, falece antes que possa dar a Edward suas mãos, deixando-o com mãos de tesoura. Após um tempinho, uma senhora da vizinhança, Peg (Dianne Wiest), que vende cosméticos, visita a mansão e descobre Edward. Uma senhora bondosa, sente compaixão pela solidão de Edward e o convida para viver por um tempo em sua casa. Ele se apaixona à primeira vista por Kim Boggs (Wynona Ryder), a filha de Peg, mas ela nutre um certo desprezo pelo rapaz. Ele vira a sensação da cidade, que o acha exótico e excêntrico, além de amarem suas esculturas em jardins. Aos poucos, Kim vai se afeiçoando a Edward. Mas ela tem um namorado mal-encarado, Jim (Anthony Michael Hall), cujo ciúme pode levar essa história às últimas consequências. Não dá para deixar esse filme incrí­vel de fora da lista. Um filme que explica de forma absolutamente poética e mágica a origem da neve e nos deixa com uma sensação nostálgica e até melancólica.


MENS@GEM PARA VOCÊ
(You’ve Got Mail, 1998, 1h59)

Direção: Nora Ephron
Elenco: Tom Hanks, Meg Ryan, Parker Posey e outros

Nora Ephron ataca novamente com a dupla em sintonia Meg Ryan e Tom Hanks, em Mens@gem Para Você cerca de 10 anos depois de Sintonia de Amor, próximo da nossa lista. Dessa vez, eles são Kathleen Kelly e Joe Fox. Kathleen é dona de uma pequena livraria em uma esquina da cidade, The Shop around the corner – homenagem ao nome do filme original no qual este é baseado, A Loja da Esquina. Joe Fox é um empresário rico, prestes a abrir uma mega livraria à la Barnes & Noble chamada Fox Books, logo em frente à modesta loja de Kathleen. Eles têm essa rixa profissional que os impede de ver qualquer qualidade que seja além da fachada que lhes é atribuí­da. Mas na vida virtual, eles são melhores amigos. Explico. Eles começaram a “teclar” em uma sala de bate-papo e desde então mal podem esperar para ligar o computador e ouvirem o dispositivo dizer em voz alta: “You’ve got mail” (no iní­cio da Internet, era assim que a AOL avisava a seus assinantes que eles haviam recebido um e-mail). O combinado é nunca dar detalhes pessoais, portanto se conhecem apenas por seus codinomes virtuais, Shopgirl e NY152. A quí­mica de Meg e Tom é ótima e eles convencem representando essa história digna de Shakespeare em A Megera Domada, aquela velha fórmula de o casal começar se estapeando e acabar se amando. Nova York é um personagem à parte, com suas cafeterias, seus parques e suas lojas de doce, hot dog e muito mais. O Upper West Side se destaca aqui como cenário para esse filme delicioso e leve onde os protagonistas vão descobrir que as aparências enganam, tí­pico da época de Natal.


SINTONIA DE AMOR
(Sleepless in Seattle, 1993, 1h40)

Direção: Nora Ephron
Elenco: Meg Ryan, Tom Hanks, Bill Pullman e outros

Em Sintonia de Amor, Annie (Meg Ryan) está perfeitamente feliz ao lado de seu namorado Walter (Bill Pullman), até uma noite em que está voltando da casa dos pais e ouve um programa de rádio. Nele, o menino Jonah (Ross Malinger) procura conselho da psicóloga porque está preocupado com seu pai, pois ele nunca sai com nenhuma mulher ou dorme direito desde que a esposa, mãe de Jonah, faleceu, há cerca de um ano. E então Sam (Tom Hanks) atende e conta para todos os ouvintes a respeito de sua querida esposa, fazendo com que Annie se apaixone a uma costa inteira de distância. Sim, porque, como diz o título original, em tradução livre Insone em Seattle, Sam e o filho se mudaram para Seattle enquanto Annie vive em Baltimore, do outro lado do paí­s. Annie manda uma carta para a rádio, e Jonah seleciona sua carta e faz análises astrológicas junto a sua amiga Jessica (Gaby Hoffman) afirmando a Sam que Annie é sua alma gêmea. Jonah responde à carta de Annie e ela retorna marcando um encontro no dia dos namorados americano (Valentine’s Day) no topo do Empire State Building, em Nova York – encontro inspirado pelo filme Tarde Demais para Esquecer, com Cary Grant e Deborah Kerr. A diretora Nora Ephron arrasa ao fazer um filme romântico com elementos natalinos onde o casal principal passa quase todo o filme sem se encontrar. E vamos combinar que esse título em português é muito melhor.


ENQUANTO VOCÊ DORMIA
(While You Were Sleeping, 1995, 1h43)

Direção: Jon Turteltaub
Elenco: Sandra Bullock, Bill Pullman, Peter Gallagher e outros

Sandra Bullock está encantadora como Lucy, em Enquanto Você Dormia, uma moça que perdeu a mãe cedo e precisou adiar seus sonhos de carreira para cuidar de seu pai doente que não tardou a falecer. Trabalha como coletora de dinheiro na estação de trem em Chicago e vive sonhando acordada com um moço especí­fico que passa por lá todos os dias. É tudo platônico até o dia que o vê sendo ví­tima de assalto e caindo nos trilhos. Ela salva o homem misterioso, Peter (Peter Gallagher), e no hospital é confundida como sua noiva. Sozinha, sem famí­lia e morando com um gato, Lucy se vê rodeada por uma famí­lia louquinha, mas unida e feliz. As coisas complicam ainda mais quando aparece o irmão de Peter, um homem que é um pão: Jack, interpretado por Bill Pullman (hahahahah entendeu?).


ESCRITO NAS ESTRELAS
(Serendipity, 2001, 1h27)

Direção: Peter Chelsom
Elenco: John Cusack, Kate Beckinsale, Jeremy Piven e outros

O nome original deste delicioso romance natalino é Serendipity, uma palavra sem tradução para o português que significa algo como “acaso fortuito”, como a descoberta da penicilina um dia o foi, mas acabou virando Escrito nas Estrelas. Mas o nome também faz alusão à famosa sorveteria de Nova York no Upper East Side, local onde os protagonistas passam em sua busca desenfreada por um destino interrompido no passado. Eles se encontraram e tiveram uma faí­sca inicial forte em um Natal distante, em uma situação curiosa onde ambos queriam um par de luvas, então cada um ficou com uma mão do par. Um café e uma conversa depois, a personagem de Kate Beckinsale, Sara, decide testar a sorte, primeiro com um jogo de adivinhação em relação ao número escolhido do andar do elevador e eventualmente escrevendo seu telefone em uma cópia do livro Amor nos Tempos de Cólera, de Gabriel Garcí­a Marquez, de uma feira de rua. Livro esse que Jonathan tenta em vão encontrar por 10 anos, até que ambos decidem reencontrar aquela pessoa que deixaram escapar para se certificarem de que ficou no passado – ou dar uma força ao destino novamente.


ESQUECERAM DE MIM
(Home Alone, 1990, 1h43)

Direção: Chris Columbus
Elenco: Macaulay Culkin, Catherine O’Hara, Joe Pesci e outros

Ah os anos 90 e seu resquício de falta de censura, onde histórias como Esqueceram de Mim eram vistas como normais. O filme faz parte de uma infância nostálgica que, embora represente uma experiência muito diferente às gerações mais novas, ainda consegue atingi-las no ponto fundamental: uma criança que se encontra sozinha e sem limites, podendo fazer exatamente o que seus pais nunca o deixaram fazer. Macaulay Culkin fez história como o caçula Kevin, que é esquecido em casa no Natal duas vezes (não contemos as péssimas continuações extras) por sua numerosa família. No primeiro temos aquela maravilhosa sequência de um filme de gângster passando na TV e os ladrões se assustando com a narração, pensando ser o dono da casa falando, e aquela cena sádica dos ladrões caindo nas armadilhas de Kevin e sendo eletrocutados, queimados, basicamente recebendo castigos aos quais nenhum ser humano sobreviveria, mas mantendo a licença poética de um desenho animado. No segundo, os alvos do vilão do filme de gângster passando na TV são os funcionários do hotel, mas a cena de armadilhas continua sendo direcionada aos ladrões, só que agora em Nova York, depois de serem soltos. O senhor meio assustador com a pá compete com a senhora bizarra dos pombos. E por último, mas não menos importante, no segundo Kevin fica no Plaza, em Nova York. Com todo aquele dinheiro para gastar. Encerro por aqui!


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Sobre Marcela Sachini
Libriana (portanto, indecisa), sou viciada em seriados (inclusive sul-coreanos), apaixonada por idiomas, música e literatura. Moraria em Notting Hill com toda a certeza, só esperando um convite do Henry Cavill para isso. Fui ao cinema pela primeira vez com 6 anos. Foi amor à primeira vista, desde então não parei mais.