QpQ Resenha | Horas Decisivas

Chris Pine surpreende em "Horas Decisivas", baseado em fatos reais sobre uma tentativa de resgate de uma tripulação em perigo

Nem todo filme nasceu para ser um arrasa-quarteirão feito um Titanic. Muitos acham sua força em histórias mais modestas, porém não menos marcantes. Horas Decisivas é um filme que se enquadra mais no segundo time.

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Baseado em fatos reais contados no livro Horas Decisivas – A História Realdo Mais Ousado Resgate Marítimo, o filme conta a história de uma tripulação do navio-tanque SS Pendleton, que é atingido por uma forte tempestade e deixando a situação em um modo emergencial na costa da Nova Inglaterra em 1952. Quem acaba dando as ordens e tomando as decisões mais críticas dentro do navio para manter todos vivos passa a ser o engenheiro Ray Sybert (Casey Affleck).

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Chris Pine interpreta Bernie Webber, capitão da guarda costeira, em um personagem bem mais contido do que de costume. Bernie é um moço que vive seguindo as regras, a ponto de falar para a noiva Miriam Pentinen (Holliday Grainger) que é preciso pedir a aprovação do comandante da estação da Guarda Costeira, Daniel Cluff (Eric Bana). Você quase espera que Chris Pine dê uma de capitão Kirk e mostre o dedo do meio a algum ponto, mas isso não acontece.

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Miriam é uma personagem à parte. De uma personalidade forte e ousada para a época, ela não liga para o que deveria ou não fazer e toma decisões com todo o coração, inclusive pedindo a mão de Bernie em casamento em um momento inesperado.

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O filme realmente acha sua força quando a equipe liderada por Bernie sai em uma missão de resgate da tripulação do Pendleton. A primeira metade do filme não empolga tanto quanto essa segunda, que tem um equilíbrio maior entre ação, romance (à distância, à moda antiga – inserir corações) e é quando o espectador realmente se conecta com as histórias e os personagens.

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Dê uma chance para esse filme à moda antiga, com uma trilha um pouco exagerada em alguns momentos, mas com um drama emocionante e sensível.

Nota:

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Sobre Marcela Sachini
Libriana (portanto, indecisa), sou viciada em seriados (inclusive sul-coreanos), apaixonada por idiomas, música e literatura. Moraria em Notting Hill com toda a certeza, só esperando um convite do Henry Cavill para isso. Fui ao cinema pela primeira vez com 6 anos. Foi amor à primeira vista, desde então não parei mais.