QpQ Especial Diretores | James Wan

James Wan faz parte da nova leva de diretores de filmes de terror que estão arrasando. Então bora comemorar o aniversário do pai do Jigsaw, do Billy e da Annabelle?

Quando você pensa que não tem muito mais pra inventar em um gênero que parece meio desgastado nos últimos anos, lá vem um James Wan da vida e traz Jogos Mortais. Você lembra quando esse filme saiu, lá em 2004 (lá porque já faz 12 anos!!)? Deu muito que falar, todo mundo queria ver, não podia contar o final pro coleguinha (olha o spoiler!), ninguém acreditava no final…

Conhecido como o mocinho dos dedos de ouro em Hollywood, o malaio, que hoje está fazendo 39 anos, costuma transformar filmes de baixo orçamento em franquias multimilionárias. Um exemplo eu já dei, Jogos Mortais, que depois dele estourou (ele não dirigiu nenhum dos outros filmes, mas produziu todos). Apesar de não ser filme de terror, vale mencionar que ele dirigiu o último Velozes e Furiosos (de 2015), que teve um orçamento de 190 milhões de dólares e arrecadou 1.5 bilhão de verdinhas. É… Além disso, ele criou três bonecos superassustadores (superassustadora é essa palavra superlonga): Jigsaw, Billy e Annabelle (dá pra notar que o cara tem fixação por bonecos, né?).

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Bom, sem mais delongas, vamos comemorar o aniversário desse jovem gênio comentando cinco de seus melhores filmes de terror e aguardando com ansiedade tudo que ele trouxer daqui para frente (inclusive, ele está produzindo um longa baseado no curta Lights Out , e em algumas semanas teremos a continuação de Invocação do Mal , uhuuuuu). Selamat hari jadi, James!


01

JOGOS MORTAIS
(Saw, 2004, 1h43)

Imagina acordar em um banheiro imundo acorrentado a um cano. Com um estranho na mesma situação, do outro lado do cômodo. Com um corpo entre vocês dois, que parece ter dado um tiro na própria cabeça. Depois de ouvir uma fita que você encontra no banheiro, descobre que precisa fugir dali antes das seis, e o outro cara precisa te matar para que o assassino não acabe com a família dele. Que brincadeira doentia é essa? Brincadeira bem séria e sangrenta de Jigsaw, o assassino da genial franquia Jogos Mortais. Bem, quando o filme de baixo orçamento saiu, ninguém sabia que faria tanto sucesso e que a franquia arrecadaria um total de quase 1 bilhão de dólares ao redor do mundo (esse montante pode não parecer muito pra um fã de Titanic, mas olha, é bastantão pra uma série de filmes de terror!). E porque o filme é tão incrível? A ideia, que tem com certeza inspiração em Seven – Os sete crimes capitais, te deixa sem saber direito como a coisa vai acabar até os créditos finais subirem na tela. Deu vontade de rever o filme, não é? Mas lembra que ele não é pros fracos de estômago (dá uma espiada nas cenas mais chocantes da série neste link e entende o que estou dizendo).


02

GRITOS MORTAIS
(Dead Silence, 2007, 1h32)

Este filme contém tantos elementos que vão aparecer em filmes posteriores de James Wan que é divertidíssimo de assistir – e tem até aparição superdiscreta de Jigsaw na cena final no teatro (ó aqui! ). A história não é lá grande coisa, tem horas que parece que você tá assistindo um dramalhão mexicano, mas ok, é um legítimos James Wan, com bonecos horrorosos e mortes sangrentas, e um final que com certeza você não tava esperando 😉


05

SOBRENATURAL
(Insidious, 2010, 1h42)

Imagina deitar pra dormir e nunca mais acordar? Bom, isso pode se chamar morrer, mas no caso do moleque em Sobrenatural, ele acabou se perdendo quando sua alma foi dar uma voltinha fora do corpo. Já interessou, é? A história é superdiferentona, o roteiro é muito bem amarrado, e você vai se arrepiar se tiver essa conexão com o sobrenatural. Ah, e o filme tem uma das cenas mais arrepiantes dos filmes de terror (dá uma espiada aqui ), que juntam uma musiquinha lazarenta de assustadora com um cramunhãozinho que vai te fazer pensar duas vezes antes de ir dormir e acabar se perdendo por aí…


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INVOCAÇÃO DO MAL
(The Conjuring, 2013, 1h52)

Sou fã de carteirinha de filmes com casas mal-assombradas (Amityville Horror é o que há!), e quando vi o trailer de Invocação do Mal, lá pelos idos de 2013, fiquei superempolgada pra ver o filme. E tenho que confessar que pagou cada centavo da ida ao cinema. Apesar do tema já ser meio batido, Wan conseguiu trazer novos temas e elementos, e o resultado é assustador. Um exemplo é uma cena muito comum em filmes de terror com casa: ficar preso no porão. James usa os mesmos elementos de sempre, mas consegue ótimos resultados com muito pouco (espia aqui! ). Além disso, o roteiro é muito bem amarradinho, os personagens são convincentes e ele ainda nos traz uma nova boneca, horrorosa de assustadora (ainda mais pela intro que ele faz com as duas garotas ) que gerou muita falação e até rendeu especial no Fantástico (lembra? Olha só! ).


03

SOBRENATURAL: CAPÍTULO 2
(Insidious: chapter 2, 2013, 1h46)

**Atenção: se você não assistiu o primeiro Sobrenatural, recomendo que não continue lendo. Vá assistir ao primeiro filme e depois volte!**

Olha que ano mais lindo, minha gente! 2013 teve dois filmes de Wan, e nenhum decepcionou! Continuando a história do moleque que se perde em um mundo paralelo depois de ir comprar cigarros com a alma e esquecer de levar o corpo junto, aqui o pai se ferra. É, se vocês se recordam, o pai vai buscar o moleque, volta, mas traz algo junto. E esse algo vai morar dentro do corpo do pai, dormir na mesma cama que a mãe. Ai, xesuis, suei frio aqui. Bom, a paranormal Elise e seu time vão ajudar a família a se livrar da alma penada, mas pra isso têm que descobrir quem é essa alma, o que quer, etc. E o que descobrem é de arrepiar. Outro filmaço, com suspense do começo ao fim, e um roteiro tão lindo que dá vontade de chorar ao assistir. E é muito incrível porque os personagens e suas motivações são analisadas, e esse embasamento faz cada sustinho ser bem significativo (olha esta cena aqui pra entender do que estou falando ).

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Sobre Melissa Correa
Cinema sempre foi minha maior paixão, sempre fez parte de quem eu sou. Quando criança, eu levantava pra ver filmes de terror de madrugada, escondida. Ficava até três da matina (bendito fuso horário de Los Angeles!!) pra acompanhar o Oscar. E salvava cada centavinho pra ver os filmes no cinema. Hoje também curto viajar, beber café e ler, mas o cinema continua em primeiro lugar na minha vida.