QpQ Resenha | O Tigre e o Dragão: A Espada do Destino

A luta pela honra continua em "O Tigre e o Dragão: A Espada do Destino"

No ano 2000, um filme de temática chinesa chegava para arrematar 4 Oscars, incluindo o de melhor filme estrangeiro. Dirigido por Ang Lee, O Tigre e o Dragão, partia de uma temática chinesa, com muita poesia de imagem e uma história que chegaria a comover, mesmo com tanta ação e coreografia, que alguns poderiam entender apenas como um filme de gênero.

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Passados todos esses anos, a Netflix retoma essa história de sucesso para produzir a sequência, O Tigre e o Dragão: A Espada do Destino. 20 anos se passaram desde os acontecimentos do primeiro filme e agora a trama envolve novos guerreiros de artes marciais na luta para proteger a espada Destino Verde do vilão Hades Dai.

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Escrito por John Fusco (O Reino Proibido) e dirigido por Yuen Woo Ping, conhecido por ser criador de coreografias de luta tanto nos filmes orientais como ocidentais, como Matrix, As Panteras e outros, o longa não avança muito na história, mas é mais conciso nas explicações étnicas que o primeiro exagerava, preocupando-se mais com o entendimento imediato do que acontece e guardando as reviravoltas por pouco tempo. Aqui a honra e a coragem, claro, são os pontos principais dessa batalha épica, que possui uma beleza plástica agradável e imagens estonteantes. A utilização de super zoom nas cenas de ação, acabam sendo um dos pontos mais legais do filme, com golpes e detalhes das espadas que tiram o fôlego.

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Talvez as produções que não são direcionadas para o cinema ganhem cada vez mais em esforço por qualidade. Em A Espada do Destino, não há uma variedade de cenários, ou sets grandiosos, mas mesmo assim passa uma imagem de algo maior do que realmente é. Como disse anteriormente sobre as cenas de ação, vale ressaltar as batalhas e como elas são colocadas no filme, sempre com uma função, afinal a luta é uma das personagens num filme como esse e em vezes também são utilizadas de argumento de diálogos, em que cada movimento está conectado com reação, beleza e perfeição, assim como o figurino e o ambiente ajudam também na composição das sequências. Uma das batalhas que tinha tudo para ser a mais memorável, foi a do gelo, mas além de curta, ela não cumpriu o que anunciava, por ser a mais difícil de todas, poderia ter um pouco mais de cuidado e tempo.

Mesmo não sendo perfeito, o filme cumpre seu dever de diversão que o serviço de streaming oferece.

Nota:

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Sobre Felipe Cavalcante
Formado em RTV, fã de boas músicas e boas histórias, sempre em busca de coisas novas e empolgantes. Obcecado por super-heróis e pela magia do impossível que se torna real nas telas da TV e do cinema.