QpQ Pipoca Nerd | Agent Carter

"Agent Carter" estabelece a primeira protagonista da Marvel com habilidade

Agent Carter surgiu a partir de um curta-metragem derivado de Capitão América: O Primeiro Vingador e aborda temas que um filme com a personagem jamais abordaria.

A série amplia a participação de Hayley Atwell em seu próprio cantinho do Universo Cinematográfico Marvel e aborda a volta à normalidade pós Segunda Guerra Mundial. Além disso como uma mulher se encaixaria, nos anos 50, em um ambiente todo controlado por homens? Está aí a abertura para discutirmos um viés feminista e tentar deixar o conservadorismo de lado.

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Na trama, Peggy Carter (Atwell), antes tão necessária durante a guerra, precisa lidar com seu trabalho dentro da SSR (Strategic Scientific Reserve, que depois acaba sendo a base para a criação da S.H.I.E.L.D.), que parece meramente decorativo. Suas habilidades são subaproveitadas em missões burocráticas que, segundo a visão de seus superiores, são mais dignas da então “viúva” do Capitão América. Ao longo da primeira temporada ela terá que mudar essa imagem e se provar como a melhor agente do órgão.

A personagem, já conhecida por suas participações nos diversos filmes do estúdio, prova a que veio com sua série, desamarrada de conexões com os filmes atuais, mas não deixando de fazê-las com sabedoria.

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O ponto alto da série está na relação de amizade entre Carter e Jarvis (o mordomo do pai de Tony Stark, Howard). James D’Arcy dá vida cômica ao personagem que posteriormente inspirou Tony na criação de sua inteligência artificial. Enquanto isso, Howard Stark (Dominic Cooper), faz participações pontuais apenas para lembrar que a série é derivada do primeiro filme do Capitão América, como se seu personagem só existisse para isso.

Apesar de ser oficialmente parte do Universo Marvel, a série não é uma escrava dessa conexão. Ela não fica plantando dicas de acontecimentos de outras produções e funciona muito bem sozinha.

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Embora para alguns a série seja um pouco sem sal, ela constrói a figura da agente com habilidade. Ela precisava superar a figura de Steve Rogers para se tornar a tão citada fundadora da S.H.I.E.L.D., além de mostrar, sim, que a Marvel pode ter uma personagem feminina como protagonista.

Nota:

Críticas positivas (Rotten Tomatoes):
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Sobre Felipe Sclengmann
Era praticamente impossí­vel que o cinema não acabasse sendo minha paixão. Cresci no prédio onde um cinema funcionava, criado por um avô e uma avó que se conheceram trabalhando no ramo. Então, tá explicado! Falar sobre cinema é um hobbie, uma paixão, tá no meu sangue! Este é o motivo do Quadro por Quadro existir (além de aplicar os conhecimentos de uma graduação em Sistemas de Informação, a qual detesto) e ele está aí para reunir quem também ama esta arte.