QpQ Resenha | The Flash – 2ª Temporada

A 2ª temporada de "The Flash", velocista escarlate da DC, volta cheia de mistérios e tem um final arrasador

A ciência é parte muito importante no universo dos quadrinhos da DC. Boa parte de seus heróis são baseados nisso, e a nerdice atinge um nível além quando seus personagens são tão inseridos em criações, física, e descobertas que quase ninguém consegue pensar. Nesse mundo de tecnologia e possibilidades fantásticas, existe o universo da série de TV de The Flash, que chegou para celebrar os quadrinhos e ter coragem de criar histórias envolventes.

Após as revelações do Flash Reverso/Harrison Wells (Tom Cavanagh) na primeira temporada, Barry Allen (Grant Gustin) se encontra na posição de não confiar tão cegamente nas pessoas, para construir uma trajetória de reparação no otimismo do velocista ao longo da temporada. Outra consequência da temporada anterior, foi a abertura de um portal que liga as realidades alternativas de duas Terras. A que conhecemos, e a Terra 2, promovendo o encontro de vilões e heróis de dois mundos. Recurso muito inteligente para ganhar tempo na trama, ter o vilão da semana e cumprir alguns fan services. No entanto, a presença de Jay Garrick (Teddy Sears), o Flash da Terra 2, traz de volta a confiança no jovem Barry, que ganha também uma nova habilidade de lançar raios, além de ser um fio de esperança para o time do Laboratório Star.

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Uma das decisões mais empolgantes, foi a escolha de como os criadores iriam apresentar o novo vilão, Zoom. Obcecado em ser o homem mais rápido que existe, Zoom, tem como objetivo matar o Flash, mas pouco se sabe das origens do corredor, pelo menos até sua chocante revelação de identidade, que dá espaço a diversas teorias e possibilidades de multiverso, além de deixar a tensão mais pesada na dinâmica entre o herói e seu antagonista. O vilão, usa os portais entre as duas Terras para enviar meta-humanos para ameaçar Central City e atrair o Flash e sua equipe.

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O gancho para os primeiros indícios dos poderes de Cisco (Carlos Valdes) na primeira temporada também foi concluído e o personagem começa a lidar com os relances das visões de acontecimentos das pessoas e objetos que ele toca. Poder muito útil, que resolve problemas da trama. Além de tudo, vários novos heróis são introduzidos para tomarem frente a nova série da DC, Legends of Tomorrow. Tudo é muito bem construído e o episódio de crossover com a série de Arrow, que junta a equipe, é com certeza um dos pontos mais altos da série.

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Infelizmente, a insistência em tornar Barry e Iris West (Candice Patton) o casal perfeito e prometido, toma boa parte da vida civil dos personagens, mesmo os dois não tendo a menor química em cena. Outro incômodo, é a presença do Dr. Wells, que pouco acrescenta a nova temporada. Já uma adição no elenco que promete, é Wally West (Keiynan Lonsdale), que nos quadrinhos acaba se tornando um dos Flashs também.

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Ao todo, a série não tem medo de parecer fantástica e de arriscar tramas misteriosas para motivar o público. Além de trazer o colorido e a diversão dos quadrinhos para cada um dos episódios. Com um season finale surpreendente, fica clara a paixão dos produtores pela série, que junto com o feedback dos fãs, estão construindo algo muito interessante com esse programa que é um dos mais amados pelo público.

Nota:

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Sobre Felipe Cavalcante
Formado em RTV, fã de boas músicas e boas histórias, sempre em busca de coisas novas e empolgantes. Obcecado por super-heróis e pela magia do impossível que se torna real nas telas da TV e do cinema.