QpQ Resenha | Annabelle

"Annabelle" não é bem uma Brastemp do terror, mas entrega vários sustinhos e segura até o fim

Acompanhe a cena (cardíacos podem abandonar a resenha agora!): o casal Mia e John Gordon dorme tranquilamente. De onde a câmera está, conseguimos ver, pela janela, a casa do vizinho. Tudo está tranquilo até que ouvimos um barulho e o casal da outra casa acende as luzes. Vemos que o marido levanta e vai ver o que está acontecendo, enquanto a esposa pega o telefone e faz uma ligação. De repente, sangue espirra no vidro e um homem avança em direção à mulher, que grita. As luzes se apagam e Mia senta na cama, assustada. Ela está grávida. Ela acorda o marido, que vai até a casa vizinha ver o que está acontecendo. De repente, John emerge da casa coberto em sangue, e manda a esposa correr para dentro de casa, trancar a porta e chamar uma ambulância. Mia faz o que o marido pede, mas no meio do processo é surpreendida por uma estranha, que pegou uma das bonecas de sua coleção (você até já imagina qual, né?) e está em um canto, escondida. Quando tenta se afastar, Mia é agarrada por um homem, que a esfaqueia.

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Comecinho sangrento da história de Annabelle, a famosa boneca que hoje em dia fica em uma sala protegida na casa dos Warren (quer ver a cara da fulana na vida real? Ó aqui! ), né, não? E fica muito pior… o filme, que não foi dirigido por James Wan (ele só trabalhou na produção de Annabelle), não é tão incrível como Invocação do Mal, mas é bem bonzinho. Ele acompanha o casal Mia (Annabelle Wallis, sim, Annabelle, você leu direitinho!), que está grávida, e John Gordon (Ward Horton). Bem no começo do filme, John dá mais um item para a coleção da esposa: uma estranha e rara boneca (mas até que bonitinha, se é que dá pra dizer que Annabelle foi um dia bonitinha…). Depois que o casal é atacado por lunáticos de uma seita satânica, coisas estranhas começam a acontecer com Mia e Lia, o bebê do casal. Será que a mulher está ficando maluca, sofrendo de depressão pós-parto ou algo assim, ou está mesmo sendo assombrada por uma boneca horrorosa?

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O filme, uma mistura de O Bebê de Rosemary (1968) e Brinquedo Assassino (1988), entrega bons sustinhos, com destaque pra cena em que Mia está no depósito do prédio, e pra cena, de parar o coração, em que ela vê Annabelle no berço. Mas o roteiro do filme não é tão fechadinho, e algumas pontas ficam abertas. Além disso, a direção deixou a desejar (ou será que estamos ficando mal-acostumados com o estilo de James Wan?), e a edição não é tão dinâmica quanto a de Invocação do Mal. Mesmo assim, o filme até que é bacana.

ANNABELLE

Uma das coisas que curti muito foi o visual do padre no filme: quando Mia vai atender a porta e espia pelo olho mágico, observamos o sacerdote em sua vestimenta preta, com chapéu na cabeça. Algo como em O Exorcista (se bem que neste filme observamos o padre quando desembarca de um táxi, antes de subir a escadaria até a casa de Regan, a menina possuída). E depois vemos esta cena mais uma vez, mas com o padre (ou algo imitando o padre) de costas para a porta.

Também gostei muito da forma como Annabelle foi utilizada no filme. A coisa toda poderia ficar estilo Brinquedo Assassino, ou seja, idiota. Mas a boneca foi sabiamente utilizada e, na maior parte das cenas em que ela é o centro das atenções, vemos uma mulher, uma criança, mas dificilmente uma boneca correndo pela casa atrás de Mia (ainda bem!).

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Vale a pena conferir o filme. Ele é muito melhor que muitos por aí, mas não é incrível. Vai te dar um sustinhos, com certeza, e de repente vai te incentivar a doar sua coleção de bonecas pra ONG mais próxima da sua casa 😉

Nota:

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Sobre Melissa Correa
Cinema sempre foi minha maior paixão, sempre fez parte de quem eu sou. Quando criança, eu levantava pra ver filmes de terror de madrugada, escondida. Ficava até três da matina (bendito fuso horário de Los Angeles!!) pra acompanhar o Oscar. E salvava cada centavinho pra ver os filmes no cinema. Hoje também curto viajar, beber café e ler, mas o cinema continua em primeiro lugar na minha vida.