QpQ Resenha | Invocação do Mal

"Invocação do Mal" é aquele tipo de filme de terror que não vem aos montes por aí: redondinho e de dar muito medo

Vamos entrar no clima: você mora em uma casa antiga, muito grande, bem afastada da civilização. Seu marido foi viajar e suas cinco filhas estão dormindo tranquilamente há algumas horas. Você está em seu quarto, ouvindo música enquanto arruma suas roupas. Você nem reparou que já é bem tarde, e só para pra olhar o relógio porque notou que o tic-tac do relógio parou. São 3h07. Quer dizer, agora deve ser mais, pois o relógio deixou de se mover. De repente, você ouve palmas. Suas filhas estão brincando, ha! Mas ao entrar nos quartos, nota que todas estão dormindo pesadamente. Aí nota que o som vem do andar de baixo. Fica preocupada de alguém ter entrado na casa e desce rapidamente as escadas. Chegando lá, percebe que as palmas estão vindo do porão. Você corajosamente grita que vai chamar a polícia ou algo assim, e desce para conferir. A meio caminho da escada, fala bem alto que vai subir e trancar a pessoa ali dentro. Ao chegar ao topo da escada, a porta se fecha violentamente e você rola até alcançar o piso frio e úmido. Então uma bola vem rolando na sua direção, e as luzes se apagam.

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Se você continua aqui comigo, vamos seguir em frente. A história de Invocação do Mal é baseada em fatos reais (cara, falou a frasezinha mágica!!), e o filme começa com a família Perron mudando para uma casa bem isolada com suas cinco filhas e cachorro. Tudo muito lindo, clima de mudança, correria, gritaria, delícia. Mas já na primeira noite a família descobre um porão, escondido atrás de uma parede, e Carolyn, a mãe, acorda com roxos na perna, e o cachorro amanhece morto, e pássaros começam a se chocar com a casa, e os relógios param exatamente às 3h07 toda noite, e a guriazinha mais nova está falando com um molequinho que só ela vê, e… e… Bom, como ninguém consegue dormir com um barulho desses, o casal procura a ajuda do famoso casal de demonologistas Ed e Lorraine Warren. E aí a coisa fica feia!

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Este filme entrou pra lista dos dez favoritos de terror de muita gente por aí. Não só pela história, que já é de arrepiar os cabelos, também não só por ter apresentado pra gente a história da Annabelle, aquela boneca linda que depois virou filme (veja resenha aqui), mas pelo conjunto da obra. Os ângulos da câmera são sensacionais demais pra um filme de terror: quando uma das filhas do casal acha que tem algo embaixo da cama, a câmera acompanha ela dando uma espiadinha, e logo temos seu ponto de vista da porta, que abre. E não conseguimos ver o que tem lá, porque o ponto de vista da menina não permite. E isso dá uma agonia tremenda. E quando Lorraine caminha pela casa, a câmera a acompanha de um ponto fixo no teto, e a segue girando 180º, nos deixando tontos, e depois retorna com outra pessoa pro ponto inicial. Além disso, a edição é sensacional, os cortes são rápidos e de dar agonia. Além disso, os sustinhos tem um timing fora do comum. Você vai ser pego de surpresa em uma porção de cenas, e seu coração parece que vai sair pela boca. Ah, e a trilha sonora também está incrível (olha só aqui ) e o som da caixinha de música vai te assombrar por semanas a fio (você teria coragem de ficar olhando naquele espelhinho maldito??).

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Se você está procurando um filminho de terror bacana pra assistir, aposte neste aqui. Sem sombra de dúvida. Se bem que, dependendo da sua casa, pode ser que você comece a enxergar sombras de dúvida depois de ver este filme, então fique atento 😮

Nota:

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Sobre Melissa Correa
Cinema sempre foi minha maior paixão, sempre fez parte de quem eu sou. Quando criança, eu levantava pra ver filmes de terror de madrugada, escondida. Ficava até três da matina (bendito fuso horário de Los Angeles!!) pra acompanhar o Oscar. E salvava cada centavinho pra ver os filmes no cinema. Hoje também curto viajar, beber café e ler, mas o cinema continua em primeiro lugar na minha vida.