QpQ Resenha | Quando as Luzes se Apagam

O curta "Lights Out" é muito superior ao longa "Quando as Luzes se Apagam", mas o filme até que dá pro gasto

Momentinho mais tenso da vida de qualquer pessoa humana viva e acordada? Ha! Apagar as luzes, lógico. Imagina aí comigo: você acabou de ver aquele filme de terror ali na sala, com a galera toda, comendo pizza. Riu um bocado, debochou da coitada da protagonista, que quase se afogou de tanto gritar. Pois é. Mas aí a galera foi embora, você foi ao banheiro, se enrolou um pouquinho mais se olhando no espelho, seguro com a luz acesa. Aí correu pro quarto, se meteu embaixo das cobertas, olhou pro abajur, ali na mesinha de cabeceira, e pensou: apago ou não apago? Pois é… em Quando as Luzes se Apagam, a galerinha tá proibida de apagar por questões de monstrenga maluca que gosta de um escurinho.

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Baseado no curta Lights Out, de 2013 (você pode ver/rever ele aqui), este longa traz a assombração criada pelo diretor David F. Sandberg pra telona. Máximo que eu vou contar da história, pra não estragar nada, é que tem uma família disfuncional, um guri que anda dormindo na escola porque não está dormindo de noite em casa (por que será?) e uma monstrenga estilo Ju-on. Deu pra sentir o drama aqui?

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Papo reto: apesar de garantir uns bons sustinhos aqui e ali (eu dei bons pulos na cadeira do cinema), o filme não é lá grande coisa. A ideia do James Wan trazer o criador do curta pra fazer um longa podia ter sido linda, mas não foi bem assim. Dá pra ver que ele claramente se perde em algumas partes (quando a assombração está dando o primeiro sustinho no moleque, e de repente a câmera corta pra ele na escola, você se pergunta, por quê, meu deus, por quê? Além disso, a história tem muitos furos. Não, melhor: a história tá parecendo uma peneirinha de tanto furo.

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Uma das melhores cenas do filme? Quando você vê que o diretor trouxe a atriz do curta pra uma pontinha no começo do filme. Dá um quentinho no coração essa familiaridade. E fico torcendo pra ela sobreviver à feiosa. Pelo menos ela, o resto da galera pode morrer, dá nada. Só fico torcendo pra que ela possa ter uma boa noite de sono (ah, deixei até uma fotinho da minha heroína aí embaixo. À esquerda no curta, à direita no longa).

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Bom, claro, esta é a minha opinião. Mas como não é a sua, vá ao cinema, de preferência com muita pipoca (meio a meio, doce em cima, lógico!), e com a galera. Mas não esquece de providenciar uma lanterna pra deixar na cabeceira da cama de noite, ok? Nunca se sabe quando você vai precisar 😮

Nota:

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Sobre Melissa Correa
Cinema sempre foi minha maior paixão, sempre fez parte de quem eu sou. Quando criança, eu levantava pra ver filmes de terror de madrugada, escondida. Ficava até três da matina (bendito fuso horário de Los Angeles!!) pra acompanhar o Oscar. E salvava cada centavinho pra ver os filmes no cinema. Hoje também curto viajar, beber café e ler, mas o cinema continua em primeiro lugar na minha vida.