QpQ Resenha | Turbulência

"Turbulência" é clichê e superficial, mas cumpre o que promete

Turbulência é uma das estreias nacionais dessa semana e o filme é repleto de queridinhos dos jovens no elenco: Monique Alfradique, Lua Blanco e Bruno Gissoni, além de Arthur Vinciprova, novo destaque nacional que também comanda o roteiro da produção.

Baseado na peça de mesmo nome, o filme conta a história de Ágatha e Beto, duas pessoas que se conhecem num aeroporto e juntam inúmeras idas e vindas ao longo da vida. Eles tem uma química ótima, mas personalidades bem opostas. Em meio aos encontros e desencontros, às paixões e às colisões, eles só querem amar.

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Vamos às partes legais do longa para depois irmos às turbulências (com o perdão do trocadilho). A ideia de deixarem um ator mais desconhecido (Arthur) fazer o protagonista é bem pensada, até porque o roteiro é dele e ele sabe como funciona o personagem. Os outros atores, que já são mais consolidados, também desempenham bem seus papeis, mas não de forma esplendorosa, até porque não é isso que o longa pede.

O roteiro da produção não é nada inovador, mas isso não é tão problemático. O filme parece ser a história de alguns episódios de Malhação, mas deve funcionar bem com o público-alvo, porque, no final das contas, a história é um clichê bonitinho.

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Agora outras coisas devem ser pontuadas: a direção do filme é fraca, o que atrapalha alguns aspectos técnicos de Turbulência. Algumas falas parecem ter sido dubladas, inclusive. Não por erro dos atores, pelo visto, mas provavelmente por problemas na captação do som. Faltou mais sincronização, mais vontade e mais cuidado na direção.

Dito isso, Turbulência entrega o que promete: um filme para assistir quando se tem 15 anos, se derreter de amores pelos atores, dar algumas risadas e depois resumir tudo para os amigos, como se tivesse assistido a um capítulo de uma novela.

Nota:

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Sobre Bira Megda
Publicitário em formação, é apaixonado por cinema desde pequeno. Entre suas paixões do mundo cinematográfico, as obras de Steven Spielberg e os romances estrelados por Audrey Hepburn se destacam facilmente (mas não que um filme sangrento dirigido pelo Tarantino seja dispensável). Além disso, ama escrever sobre o mundo pop e colecionar filmes e livros. Por último, mas não menos importante, respira e come tudo relacionado ao universo Harry Potter. P.S.: ele também acha estranho escrever sobre si mesmo em terceira pessoa.