QpQ Resenha | Contágio – Epidemia Mortal

“Contágio – Epidemia Morta”, ou melhor, “Maggie”, é um drama com zumbis

Adoro silêncios nos filmes. Personagens em silêncio, vivendo seus dramas internamente, acompanhados por uma trilha sonora intimista e melancólica. Chamo de silêncios sonoros. Silêncios sonoros me cativam. Eles estão muito presentes em Maggie (que no Brasil virou Contágio – Epidemia Mortal), e o filme tem uma perspectiva diferente para um filme de zumbis.

Aqui temos um mundo pós-apocalíptico onde os mordidos por zumbis são chamados “infectados”, têm atendimento médico e seu nome é colocado em uma lista para controle. Mas não há lugar para a histeria típica de filmes de zumbis, pois o tempo para a transformação no morto-vivo é estendido, embora não seja exato. Dentro de algumas semanas, algumas vezes mais, outras menos, o indivíduo completa sua metamorfose.

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E é nesse cenário que Wade, um pai de família interpretado por Arnold Schwarzenegger (obrigada, Google! rs), vai buscar a filha, Maggie (Abigail Breslin, a eterna Pequena Miss Sunshine, que não está mais pequena), que está no caminho para se tornar um zumbi. Marguerite Vogel, a Maggie, é apenas uma adolescente, que soma aos conflitos habituais da idade uma pele em decomposição, um olfato mais aguçado, uma longa espera pelo dia em que a morte virá.

O cerne do filme é a forma como pai e filha lidam com a situação. Schwarzenegger barbudo e mais velho realmente vende o papel de um pai que sofre com o inevitável, o dia que terá de impedir a filha, mas no fundo ainda acredita que não precisará tomar essa decisão drástica. Ele e sua mulher, a madrasta de Maggie, Caroline – interpretada por Joely Richardson, de O Patriota –, levam os filhos mais novos para viver com sua tia e ficam à mercê de Maggie.

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Ao longo da transformação, ambos pai e filha são testados e ficamos no suspense, não sabendo se ela vai resistir, se ele vai aceitar o destino. Não vá assistir pensando que é um filme de terror. Fora um susto aqui e acolá, é um drama de zumbi – por isso mesmo, único, e vale uma conferida.

Nota:

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Sobre Marcela Sachini
Libriana (portanto, indecisa), sou viciada em seriados (inclusive sul-coreanos), apaixonada por idiomas, música e literatura. Moraria em Notting Hill com toda a certeza, só esperando um convite do Henry Cavill para isso. Fui ao cinema pela primeira vez com 6 anos. Foi amor à primeira vista, desde então não parei mais.