QpQ Resenha | O Amor no Divã

"O Amor no Divã" retrata os problemas de casais modernos de forma cômica e extremamente identificável

Já dizia algum filósofo por aí que se colocássemos nossos problemas numa mesa e víssemos os problemas dos outros, pegaríamos os nossos de volta. O Amor no Divã fala sobre os problemas de relacionamento enfrentados por casais que já passaram da fase da paixão louca e entraram na famigerada e (para alguns) tenebrosa rotina.

Miguel (Paulo Vilhena) e Roberta (Fernanda Paes Leme) são diferentes feito água e vinho. Ela é de exatas, ele de humanas. Ela trabalha com números e estatísticas, enquanto ele trabalha com músculos e suplementos. Ela é ambiciosa e ele, acomodado. Gosta de sair e ir a locais sofisticados, já ele gosta de ficar em casa e de coisas simples. A fase da lua de mel há tempos se foi e decidem ir a uma terapeuta de casal para resolver seus problemas por ideia de Miguel, que ouve a dica de uma aluna na academia, secretária da terapeuta.

A partir daí, a troca de farpas é certeira. Mas a Dra. Malka (Zezé Polessa, hilária!), feito santa milagreira, diagnostica que em 5 sessões poderá ajudá-los. Embora fique explícito que a sessão custa uma fortuna, os dois concordam enfim em topar o desafio.

Então ficamos a par da rotina de ambos os casais, o em terapia e o da terapeuta Malka, casada há 30 anos com José (Daniel Dantas, ótimo no papel). O que descobrimos é que não há muita diferença entre ambos, sua rotina é bem similar, e que ficar junto dá trabalho mesmo, já que a convivência sempre requer escolhas e renúncias. Novamente, vemos que uma das grandes vilãs dos relacionamentos são as expectativas que criamos em relação ao parceiro. A comunicação (ou falta dela) torna-se o grande empecilho para o dia a dia entre esses casais.

O elenco está bem afiado, com destaque para Zezé Polessa, que faz as melhores observações do filme apenas com o olhar e o subentendido que diz mais do que palavras poderiam. Daniel Dantas também está ótimo como o marido meio desligado e relaxado. Paulo Vilhena e Fernanda Paes Leme se conhecem de outros carnavais (lembram de Sandy e Junior?), então não falta química entre os dois.

Com sequências simples com as quais o público com certeza irá se identificar, o filme deve conquistar aqueles que buscam uma história divertida, leve e que brinca com o que há de mais normal na vida: relacionamentos. Não deixe de comprar pipoca, mas cuidado para não engasgar dando risadas.

Nota:

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Sobre Marcela Sachini
Libriana (portanto, indecisa), sou viciada em seriados (inclusive sul-coreanos), apaixonada por idiomas, música e literatura. Moraria em Notting Hill com toda a certeza, só esperando um convite do Henry Cavill para isso. Fui ao cinema pela primeira vez com 6 anos. Foi amor à primeira vista, desde então não parei mais.