QpQ Resenha | A Criada

Uma criada coloca em prática um plano malicioso para herdar a fortuna de uma herdeira japonesa no novo filme de Park Chan-wook

Park Chan-wook, diretor sul-coreano do sucesso cult Oldboy, retorna com um suspense sensual ambientado na Coreia do Sul dos anos 1930. Nessa época, a Coreia sofria com uma ocupação japonesa que perdurou por mais 15 anos até sua libertação. Pense em um povo que era obrigado a falar uma língua que não era a sua, que era considerado propriedade, que não tinha direito a absolutamente nada. É na casa de uma herdeira japonesa, na Coreia, que a criada do título, Sookee (Kim Tae-ri), passa a viver.

Sookee é uma jovem que não tem onde cair morta e desde cedo aprendeu o ofício da pilantragem. Ela e mais umas mulheres cuidam de bebês que serão comprados. As coisas mudam quando ela se torna encarregada de persuadir a herdeira Hideko (Kim Min-hee) a se interessar por e eventualmente casar com o suposto Conde Fujiwara (Ha Jung-woo), um vigarista que propõe a participação de Sookee no plano: seduzir e casar-se com Hideko, cujo tio (Jo Jin-woong) também está de olho na herança, e depois interná-la no manicômio.

Mas como todo plano infalível, sempre algo inesperado ocorre. E para os familiarizados com o trabalho do diretor, o inesperado é o lugar onde ele se expressa melhor, onde realmente acha espaço para deslumbrar (e assustar) o público.

Para um filme de cerca de 2h20, A Criada apresenta uma trama que instiga o interesse do espectador a cada cena, sedento por descobrir os mistérios por trás de cada um dos personagens que compõem o cerne da história. A violência brutal está menos presente nesta nova produção, dando lugar à tensão sexual – que por sua vez está a mil rs. A intérprete da criada, Kim Tae-ri, está brilhante no papel, conseguindo mesclar um quê de inocência à sua necessária malícia. Não deixe de prestigiar essa produção de um grande diretor do cinema sul-coreano.

Nota:

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Sobre Marcela Sachini
Libriana (portanto, indecisa), sou viciada em seriados (inclusive sul-coreanos), apaixonada por idiomas, música e literatura. Moraria em Notting Hill com toda a certeza, só esperando um convite do Henry Cavill para isso. Fui ao cinema pela primeira vez com 6 anos. Foi amor à primeira vista, desde então não parei mais.