QpQ Resenha | Em Águas Profundas

"Em Águas Profundas" é uma animação que fala sobre solidão e tecnologia

Hoje, apesar de toda a tecnologia e das cidades cheias de pessoas, o sentimento de vazio é algo muito comum. Infelizmente, a maioria das pessoas não consegue explicar de onde ele vem. Mas os três personagens do curta Em Águas Profundas, em momentos diferentes de suas vidas, recebem essa resposta. E apesar de os três dividirem o mesmo segredo, cada um lida com ele de uma maneira diferente.

Este curta de animação é dirigido por Sarah Van Den Boom, ilustradora e diretora francesa que já dirigiu outros curtas de animação, como Novecento e La femme-squelette. Neste último curta, Em Águas Profundas, ela combina com maestria e poesia cenários fotografados e animação de personagens em 2D. E isso gera um impacto visual muito bacana, um contraste que parece não colar, mas você logo se acostuma e no final já acha que tem tudo a ver.

O curta conta a história dos três personagens que dividem um mesmo tipo de segredo, e suas histórias são contadas em meio a uma mistura de imagens e situações. Em determinados momentos, temos imagens oníricas que se fundem umas às outras; em outros, os personagens estão sentados na sala de casa, na cozinha, no parque, comendo, conversando, e têm diálogos com familiares, mas como se estivessem conversando consigo mesmos, com a outra pessoa ali. Bom, chega de ficar dando spoiler. Vale a pena conferir.

Nota:

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Sobre Melissa Correa
Cinema sempre foi minha maior paixão, sempre fez parte de quem eu sou. Quando criança, eu levantava pra ver filmes de terror de madrugada, escondida. Ficava até três da matina (bendito fuso horário de Los Angeles!!) pra acompanhar o Oscar. E salvava cada centavinho pra ver os filmes no cinema. Hoje também curto viajar, beber café e ler, mas o cinema continua em primeiro lugar na minha vida.