QpQ Resenha | Minha Vida de Abobrinha

"Minha Vida de Abobrinha" é uma animação sensível que mostra o cotidiano e as mudanças de um garoto de 9 anos que vai viver em um orfanato

De vez em quando, passam filmes pela nossa vida que deixam uma marca. Minha Vida de Abobrinha é um deles. Essa animação francesa é de tamanha delicadeza e sensibilidade que demora um tempinho para se recuperar de seu efeito.

Abobrinha é um menino de 9 anos. Seu nome é Icare, mas Abobrinha é como sua mãe o chama. Diferente de Harry Potter, ele vive boa parte do seu tempo no sótão. Assim como o bruxinho mais famoso do planeta, porém, ele se torna órfão.

Abobrinha vai parar em um orfanato, mas não sem antes cativar o policial que cuida de seu caso. Lá, ele encontra crianças que tiveram diversas situações familiares difíceis e que eventualmente as levaram a viver neste lar para órfãos. Por sorte, os funcionários são muito queridos, se importam de verdade com as crianças.

Nosso protagonista se depara com uma criança em especial, Simon, o “chefe da gangue”. Enfezado, alto e claramente o cara que pratica bullying ali, Simon inferniza a vida de Abobrinha no início. Mas depois descobrimos o porquê da raiva de Simon. Descobrimos as virtudes dos personagens desse orfanato, a bondade e compaixão da diretora e da funcionária que está grávida, assim como a maldade da tia de Camille, que chega depois de Abobrinha.

Através do cotidiano dessas crianças, vemos desdobramentos das personalidades de cada uma e como amizades e principalmente o amor entre amigos pode fazer diferença na construção de vidas melhores. É de partir o coração saber que essa gangue que começou aos tropeços e alcançou uma harmonia adorável um dia irá se separar, cada um com seu próprio rumo. Mas enfim, essa é a vida, né? Saber que certos amigos fizeram diferença na nossa vida e estarmos prontos ou não para deixá-los ir, para vê-los menos, para continuar amando-os à distância.

Minha Vida de Abobrinha é uma história singela e doce sobre amizade, mudanças, compaixão e amor. Não deixe de assistir essa animação com apenas uma hora de duração, mas com uma qualidade narrativa impecável, fazendo o espectador se identificar com os personagens e segurar a vontade de abraçá-los e dizer que vai ficar tudo bem. Porque vai sim.

Nota:

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Sobre Marcela Sachini
Libriana (portanto, indecisa), sou viciada em seriados (inclusive sul-coreanos), apaixonada por idiomas, música e literatura. Moraria em Notting Hill com toda a certeza, só esperando um convite do Henry Cavill para isso. Fui ao cinema pela primeira vez com 6 anos. Foi amor à primeira vista, desde então não parei mais.