QpQ Resenha | A Qualquer Custo

"A Qualquer Custo" é um drama sobre crime, medo e amor fraternal

A Qualquer Custo é um ótimo drama sobre crime, medo e amor fraternal que se passa no Oeste do Texas, em cidades quase fantasmas que soam completamente exóticas por sua autenticidade.

O filme abre com o roubo de um banco, uma filial do Texas Midlands Bank. No meio de uma cidadezinha, dois irmãos agitam suas armas e pegam todo o dinheiro que há no caixa. Um dos irmãos, é claro, é um adulto selvagem que parece estar gostando do feito. Enquanto eles fogem, A Qualquer Custo parece um filme sobre perdedores violentos muito imprudentes. Mas o longa vira o jogo completamente no decorrer de suas quase duas horas de projeção.

Toby (Chris Pine, de Star Trek: Sem Fronteiras) e Tanner (Ben Foster, de Warcraft – O Primeiro Encontro de Dois Mundos) são irmãos, e dentro de suas cabeças eles têm uma boa razão para fazer o que estão fazendo. Eles são bandidos pobres, mas também são personagens humanos ricamente construídos.

Com direção de David Mackenzie (Sentidos do Amor), a partir de um roteiro de Taylor Sheridan (roteirista de Sicário: Terra de Ninguém), o filme extrai ótimas atuações de Pine, Foster e Jeff Bridges (O Doador de Memórias), o patrulheiro que assume obstinadamente o caso dos roubos dos dois irmãos.

É como se todos no filme acreditassem que são cowboys de um outro tempo. Os irmãos parecem desejar certa liberdade (mesmo que financeira) e nos levam, enquanto espectadores, ao mesmo desejo. Já o patrulheiro acredita num código moral que o faz caçar os irmãos simplesmente pelo que ele acredita ser errado dentro deste código.

Toby e Tanner estão em rota de colisão – com a lei e com eles mesmos – mas A Qualquer Custo nunca vai te levar totalmente para onde se espera. O filme canaliza a adrenalina, mas também é um drama moral que cresce a cada ação desestabilizada de seus protagonistas. A história está do lado “bom” das coisas, mesmo que esse lado seja o mais deturpado possível perante a nossa realidade.

Nota:

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Sobre Felipe Sclengmann
Era praticamente impossí­vel que o cinema não acabasse sendo minha paixão. Cresci no prédio onde um cinema funcionava, criado por um avô e uma avó que se conheceram trabalhando no ramo. Então, tá explicado! Falar sobre cinema é um hobbie, uma paixão, tá no meu sangue! Este é o motivo do Quadro por Quadro existir (além de aplicar os conhecimentos de uma graduação em Sistemas de Informação, a qual detesto) e ele está aí para reunir quem também ama esta arte.