QpQ Resenha | Velozes e Furiosos 8

Menos velocidade e mais fúria são ingredientes do novo filme da saga

Se você está lendo isso, provavelmente gosta da série Velozes & Furiosos, se não gosta por favor dirija-se a próxima resenha! Rs. Caso você tenha gostado de dois ou mais filmes (ou da maioria dos anteriores – confesso que o Desafio em Tóquio não me agrada muito) tenho certeza que vai gostar desse tanto quanto eu.

Sem muita ligação com os filmes anteriores e fazendo referencia ao amado Paul Walker nesse, o filme segue a evolução esperada, tanta tecnológica quanto da história.

Dom (Vin Diesel) e Letty (Michelle Rodriguez) estão curtindo a lua de mel em Havana, mas a súbita aparição de Cipher (Charlize Theron) atrapalha os planos do casal. Ela logo arma um plano para chantagear Dom, de forma que ele traia seus amigos e passe a ajudá-la a obter ogivas nucleares. Tal situação faz com Letty reúna os velhos amigos, que agora precisam enfrentar Cipher e, consequentemente, Dom.

Tiro, porrada e bomba estão muito presentes na produção. Muito mais tiros e bombas do que o restante. A grande pena é que a cada filme vemos menos velocidade e mais fúria.

Desde o primeiro Velozes & Furiosos, em 2001, muita coisa mudou, entre elas a tecnologia, diversos diretores e produtores e com isso a produção evolui e temos que acompanhar. Em The Fate of the Furious (titulo em inglês que no Brasil ficou Velozes & Furiosos 8) é possível ver muito mais computação gráfica (grandes explosões no gelo, um submarino “apostando corrida” com os mais rápidos carros) e tudo parece muito mais irreal do que no restante da série, mas e daí?!?

Vida real está sendo mostrada nas redes sociais e na televisão, o que queremos ver no cinema são coisas extraordinárias, atores lindos e com corpos bem definidos (tanto homens como mulheres – e isso é possível de se ver no oitavo filme da saga), queremos ver carros velozes, boa brigas e casos de amor. Isso não é a receita de um bom filme para entretenimento? Eu acho!
Confesso (estou contando muitos segredos hoje!) que as minhas risadas no filme foram para as piadas muito bem colocadas e para algumas cenas realmente impossíveis de acontecer na vida real (por mais louca que um dia ela possa ser). E ainda assim o resultado final agrada.

Queria falar sobre todo o grande elenco (grande mesmo em vários sentidos) mas não é preciso, nada mudou, pouca mudança ou aprendizado no quesito atuação digna de Oscar, bons corpos e uma coreografia de luta que nos faz realmente acreditar na possibilidade daquelas “porradas”. Mas preciso falar de uma pequena decepção, Charlize Theron que está com um cabelo que não combina com a personagem e mal dirigida, dentre todas as atuações foi a que mais foi difícil de convencer, o que não estragou o filme, mas deixou a desejar.

Se você chegou até aqui na minha descrição, corre comprar seu ingresso, pipoca e refrigerante e tenho certeza que você vai ficar apreensivo na poltrona do cinema! Garanto muitas cenas em que será preciso segurar na mão de alguém sentado ao seu lado.

Nota:

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Sobre Karen Barbosa
Publicitária, produtora de eventos e com mais de 30 anos de paixão por cinema e televisão. Hoje com uma coleção de DVDs, tickets de cinema e todas as plataformas possíveis para ver um filme, sou feliz assistindo o que amo, gosto e até assisto coisas que não sou fã!