QpQ Resenha | Alien: Covenant

"Alien: Covenant" deixa "Vida" no chinelo enquanto franquia de terror espacial

Se você estivesse no espaço, gritaria como se alguém pudesse ouvi-lo no vácuo com o retorno da maior franquia de terror espacial de todos os tempos. Ridley Scott retorna com Alien: Covenant, novo exemplar do thriller de ficção científica que o alçou ao estrelato em 1979.

Scott entrega um épico de ação que, segundo os fãs do original (é uma vergonha dizer que ainda não o vi) é uma espécie de ode ao primeiro longa, mas é grandiosamente ambicioso como o prelúdio dirigido por ele em 2012, Prometheus, além de funcionar bem para os não iniciados aos longas de Sigourney Weaver.

O filme se passa em 2104. Viajando pela galáxia, a nave colonizadora Covenant tem por objetivo chegar ao planeta Origae-6, bem distante da Terra. Um acidente cósmico antes de chegar ao seu destino faz com que Walter (Michael Fassbender), o androide a bordo da espaçonave, seja obrigado a despertar os 17 tripulantes da missão. Logo Oram (Billy Crudup) precisa assumir o posto de capitão, devido a um acidente ocorrido no momento em que todos são despertos. Em meio aos necessários consertos, eles descobrem que nas proximidades há um planeta desconhecido, que teria as condições necessárias para abrigar vida humana. Oram e sua equipe decidem ir ao local para investigá-lo, considerando até mesmo a possibilidade de deixar de lado a viagem até Origae-6 e se estabelecer por lá. Só que, ao chegar, eles rapidamente descobrem que o planeta abriga seres mortais.

O diretor cria em Alien: Covenant um explosivo thriller sanguinolento com uma destruição apocalíptica em escala mística. Há peitos e cabeças explodindo em sangue para dar à luz aos famosos aliens, além de muito sangue ácido espirrando aqui e ali e assim Scott brinca com o que conhecemos da franquia (mesmo quem não viu os longas antigos sabe boa parte do que acontece neles).

Somos desafiados a ter alguma simpatia com o feroz alienígena parasita xenomorfo. E enquanto o roteiro luta com as grandes questões existenciais que advém do próprio Prometheus (embora Covenant não seja melhor do que o seu prelúdio), nossos heróis precisam lutar por suas vidas com todas as suas forças, mesmo que a gente saiba que a maioria deles não vai estar aqui para contar a sua história.

Nota:

Sobre Felipe Sclengmann
Era praticamente impossí­vel que o cinema não acabasse sendo minha paixão. Cresci no prédio onde um cinema funcionava, criado por um avô e uma avó que se conheceram trabalhando no ramo. Então, tá explicado! Falar sobre cinema é um hobbie, uma paixão, tá no meu sangue! Este é o motivo do Quadro por Quadro existir (além de aplicar os conhecimentos de uma graduação em Sistemas de Informação, a qual detesto) e ele está aí para reunir quem também ama esta arte.