QpQ Resenha | Perdidos em Paris

Se perder em Paris nunca foi tão bom como no filme de Abel e Gordon, “Perdidos em Paris”

Pense rápido! Diga três duplas comediantes que funcionam bem hoje em dia no cinemão hollywoodiano? Amy Poehler e Tina Fey? Dave e James Franco? Zac Efron e seus abdominais? Hollywood está constantemente juntando duplas engraçadas, muitas vezes com resultados divertidos, mas parece que a tradição de os reunir – junto com cortes bem feitos e uma aura familiar – quase desapareceu dos filmes norte-americanos.

Por isso devemos agradecer a dupla Dominique Abel e Fiona Gordon, responsáveis por Perdidos em Paris atrás e na frente das câmeras. Enquanto Abel tem as habilidades físicas e comediantes dignas de Charles Chaplin ou Buster Keaton, Gordon é uma ruiva alta estranha que lembra um pouco a ótima Tilda Swinton saída de um filme de Wes Anderson.

No novo filme da dupla de Rumba e La Fée, Fiona, uma bibliotecária canadense recebe uma carta misteriosa de uma tia distante (Emmanuelle Riva, de Amor, em um de seus últimos papéis). Na carta, a tal tia pede que a sobrinha viaje imediatamente à França, pedindo socorro. Sem ter a menor ideia do que está acontecendo e nem mesmo onde a sua tia se encontra, Fiona viaja até Paris e começa a buscar sua parente distante.

Fiona está feliz por finalmente concretizar seu sonho de infância e finalmente estar na França, mas de forma incrivelmente desajeitada ela acaba caindo no rio Sena e perdendo toda sua bagagem enquanto tirava uma foto com a Torre Eiffel. Enquanto isso, em outro lugar da cidade, um vagabundo inofensivo chamado Dom não quer nada além de uma boa refeição – o que significa aqui uma série de percalços humorísticos. Logo, Dom e Fiona se encontram e está feito o par pitoresco que viverá as desventuras de Perdidos em Paris.

Riva é uma adição bem-vinda à dinâmica de Abel e Gordon, que parece ter encontrado a fórmula para chegar a um público maior: escolher Paris como pano de fundo. À la Woody Allen, a localização de Perdidos em Paris é muito importante artisticamente para o filme… O casal podia fazer continuações facilmente: Perdidos em Madrid, Londres, Amsterdã, etc.

Nota:

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Sobre Felipe Sclengmann
Era praticamente impossí­vel que o cinema não acabasse sendo minha paixão. Cresci no prédio onde um cinema funcionava, criado por um avô e uma avó que se conheceram trabalhando no ramo. Então, tá explicado! Falar sobre cinema é um hobbie, uma paixão, tá no meu sangue! Este é o motivo do Quadro por Quadro existir (além de aplicar os conhecimentos de uma graduação em Sistemas de Informação, a qual detesto) e ele está aí para reunir quem também ama esta arte.