QpQ Resenha | Meus 15 Anos

“Meus 15 Anos”, adaptação da obra de Luiza Trigo, chega aos cinemas repleto de clichês

Depois do sucesso estrondoso nos cinemas de Se Eu Fosse Você 1 e 2, as produtoras nacionais parecem ter descoberto a mina de ouro das bilheterias nacionais. Se Eu Fosse Você é uma adaptação de vários outros filmes com temática parecida, não se dando nem ao luxo de inovar ou tentar ser original em alguma parte ou outra. Meus 15 Anos segue a mesma fórmula.

Se você não é adolescente, não curte filme com essa temática e nem é fã de Larissa Manuela, posso apostar que você vai se irritar durante o filme. Eu pelo menos me irritei! A cada cena eu podia ver outros filmes diluídos de maneira bem grosseira. Diário de uma Princesa e Lua de Cristal estão lá. De alguma forma ou de outra você vai conseguir fazer referência a esses dois filmes ao ver Meus 15 Anos.

O roteiro que era para ser escrito para adolescentes me pareceu escrito por eles. Isso é bom e ruim. Bom porque mostra o quão próximos do público alvo os roteiristas estavam ao escrever o filme. Ruim porque faltou técnica, originalidade e ritmo. O filme é arrastado e sinceramente, me irritei muito com tantos clichês. E olha que já vi filmes cheios de clichês esse ano, a grande maioria em lançamentos nacionais, mas nenhum deles me irritou tanto quanto em Meus 15 Anos. Larissa Manuela foi desperdiçada nesse filme. Poderia ter sido aproveitada em um filme com um roteiro melhor, até porque a guria tem talento e capacidade pra isso.

Mas não acredito que o filme não lote os cinemas. Acredito que vai lotar sim! Nomes como Larissa Manuela, Anitta e de outros Youtubers famosos já fazem o marketing. Para a geração que não pegou reprises intermináveis na sessão da tarde e não procura por filmes realizados de 2002 para trás, talvez nem sinta o impacto dos clichês como eu senti.

Mas clichês a parte, o filme de fato foi bem produzido. Não há o que se criticar tanto nesse aspecto. O que me deixou feliz mesmo foi ouvir Jaloo na trilha sonora e ver Larissa Manuela como uma atriz mais madura e tecnicamente mais preparada. Mas quem sou eu na fila do pastel, não é mesmo?

E ainda no clima adolescente do filme, posso ouvir um sonoro “Faz melhor, então…”. Aí gente! Desculpa! Não faço! Mas são opiniões pessoais minhas.

Nota:

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Sobre Viní­cius Gratão
Geek de carteirinha, apaixonado por quadrinhos, games, animes e tecnologia. Formado em cinema, amo particularmente os clássicos e os westerns à  italiana. Acredito em tudo, inclusive em Tex Willer.
  • Marcelo Alvim Tchelos

    Gostei muito da critica, vi o filme e achei que escreveu bem sobre ele, gostei muito do filme também, Valeu!!!!