QpQ Resenha | Bruxarias

"Bruxarias", animação vencedora do Júri Popular na Mostra Geração do Festival do Rio, chega aos cinemas

Diferente do que o título possa expressar essa não é apenas mais uma história com magia e encantamentos. Bruxarias mostra que por trás de um livro de receitas ancestral há sempre um truque novo para ser aprendido.

Malva é uma menina curiosa que está sempre atrás das poções de sua avó Lalila, uma habilidosa curandeira. Porém, mesmo com toda sua habilidade, Lalila não consegue se impor perante uma grande corporação de cosméticos que quer descobrir suas fórmulas a todo custo, e quando ela se recusa a contar seus segredos, a líder da corporação, Rufa, arquiteta um plano para raptar as duas e obrigá-las a entregar as poções. Por pouco Malva escapa do rapto, e não vai desistir de resgatar sua avó e defender as fórmulas que as duas tanto prezam. Para sua sorte, ela vai contar com a ajuda de um grupo mágico e cheio de poderes.

Essa história simples, mas bem construída, é mais divertida do que muitas outras animações. Ela se diferencia inicialmente pela temática, que ao invés de bichos de estimação ou aquele cenário tipicamente americano de família feliz numa casa com jardim e cerca branca, mostra uma menina e sua avó, que não só vivem em um motorhome, que acomoda as duas e também uma loja de medicamentos naturais, como tem um furão como pet.

Outro detalhe é o traço do desenho, mais estilizado, que de certa forma lembra um pouco os bonecos marionetes, com corpo e cabeça maior do que os membros, e que dentro do contexto da animação se encaixou muito bem.

Então, tirando a dublagem que não parece natural e a movimentação dos personagens que ficou um pouco travada, o filme é uma opção que vai divertir o público (mais o infantil do que qualquer outro) e também debater mensagens como o aprendizado mútuo entre pessoas de idades diferentes bem como o equilíbrio entre o tecno e o natural.

Nota:

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Sobre Thais Wansaucheki
Publicitária descendente de ucranianos que além de cinema nunca dispensa um bom Chai. Como curitibana da gema, aproveito os (raros!) dias de sol andando de bicicleta e os dias de frio com livros, HQs e receitas de doces! Sem falar das horas de conversas com amigos que independem do clima. Adoro balões e sou fã e jogadora incansável de Tetris.