QpQ Resenha | Wet Hot American Summer: Ten Years Later

A continuação de "Wet Hot American Summer" não arrisca e entrega uma temporada morna

Constantemente a Netflix tem se dado bem com os revivals e sequências de séries e filmes famosos que marcaram geração como Fuller House, Gilmore Girls e Wet Hot American Summer, filme dos anos 2000, que além de ter revelado rostos que hoje são bem famosos, foi um daqueles filmes que seguia os moldes dos besteiróis norte-americanos e eram guiados por uma turma de amigos, quase o que acontece com os filmes do Seth Rogen hoje em dia.

A reunião do elenco de Wet Hot American Summer promovida na primeira temporada foi uma das melhores coisas para se assistir no catálogo de streaming. Era atual, inteligente e cumpria seu papel de causar risadas e diversão com episódios curtos e precisos. 10 anos depois da história do filme, chega essa segunda temporada morna e sem uma história cativante. Os personagens que gostamos estão lá, mas suas funções na trama são pouco interessantes. O resgate do feeling para a comédia escrachada e proposital só ganha mais força a partir do sexto episódio. Os ganhos da série ficam a cargo dos anos 90, ricos em detalhes e explorados de forma estereotipada, mas que funciona muito bem.

Dessa vez o acampamento está prestes a ser vendido e os campistas tentam preservar as tradições e o espírito do acampamento Firewood, que abrigou verões inesquecíveis para essa turma. Quem diria que a trama seria movimentada por uma lata de seleta falante e todo o resto do elenco fosse cumprir tabela com situações de jovens adultos e relacionamentos mal resolvidos. O novo casal adicionado no elenco, além de desnecessário, são colocadas em quadros diferentes numa junção de efeito visual que incomoda quem conhece a história.

Novamente a veia política salta nessa trama e o fascínio do roteiro em encaixar os presidentes dos EUA em trajetórias surreais beira o cansaço. Por mais que o elenco seja bom e o sentimento de nostalgia segure a série, Wet Hot American Summer: Ten Years Later, se perde no próprio revival e entrega uma temporada regular, sem motivos de aplausos.

Nota:

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Sobre Felipe Cavalcante
Formado em RTV, fã de boas músicas e boas histórias, sempre em busca de coisas novas e empolgantes. Obcecado por super-heróis e pela magia do impossível que se torna real nas telas da TV e do cinema.