QpQ Resenha | Os Defensores

"Os Defensores", encontro entre os heróis da Marvel/Netflix, é empolgante e satisfatório

Desde o primeiro anúncio dos planos da parceria entre a Marvel e a Netflix de juntar seus heróis urbanos em um grande evento, a expectativa foi alta. Muito por conta do acerto no primeiro filme dos Vingadores, que soube aproveitar seus heróis em um encontro difícil de ser resolvido. No universo da Netflix, o resultado foi melhor do que o esperado devido a baixa empolgação que Punho de Ferro entregou.

Os Defensores, grupo formado pelo Demolidor, Jessica Jones, Luke Cage e Punho de Ferro, não são a equipe original dos quadrinhos, na verdade existem várias formações, mas essa pareceu realmente ser a mais sensata de todas devido a personalidade de cada um e a soma de seus poderes. A série inclusive bebe muito da fonte dos quadrinhos, principalmente na estética de filmagem que imita os planos em quadros muito parecidos com os traços das HQs de Brian Michael Bendis.

A série começa logo depois do final de Punho de Ferro e já estabelece seu vilão principal, O Tentáculo e sua busca por imortalidade. Organização apresentada lá na primeira temporada de Demolidor e explorada também na segunda temporada. Todos os conflitos das séries solos dos personagens continuam em Defensores de forma orgânica e bem trabalhada, assim como também se encaixam com o restante do elenco, principalmente Misty Knight (Simone Missick), que ganha mais peso entre os outros e avança mais uma etapa para se tornar a versão que conhecemos dos quadrinhos.

Ao mesmo tempo que o roteiro torna Danny Rand (Finn Jones) a chave principal para os planos do Tentáculo, também não consegue melhorar o personagem que ainda é o pior de todos, mesmo em sua relação com Luke, ainda é difícil se importar com o herói infantil e que não impressiona com seu poder. Por outro lado, também temos a volta de Elektra (Elodie Yung), que consegue moldar sua mitologia das hqs nesse universo na Netflix de maneira satisfatória e entrega ainda mais da violência que a personagem carrega em sua origem, sendo peça central da trama junto com Matt (Charlie Cox). Jessica (Krysten Ritter) é quem ganha as melhores falas e seu jeito sarcástico e suas piadas são o alívio de tensão de todo o perigo que envolve Nova York. Esse conjunto de personalidades foi muito bem resolvido e é a melhor coisa da série.

Com altos e baixos, acertando no tom da trama e no encontro entre personagens, mas pecando na falta de se entregar de fato ao lado místico da Marvel e ter cenas de ação com mais impacto, a série consegue ser divertida de assistir, agrada quem é fã e mostra a importância desses seres habilidosos na luta para salvar quem eles mais amam, a cidade.

Nota:

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Sobre Felipe Cavalcante
Formado em RTV, fã de boas músicas e boas histórias, sempre em busca de coisas novas e empolgantes. Obcecado por super-heróis e pela magia do impossível que se torna real nas telas da TV e do cinema.