QpQ Resenha | Game of Thrones – 7ª Temporada

A 7ª temporada de "Game of Thrones" mantém o hype da série e aumenta a expectativa para a temporada final

Não é uma tarefa fácil se manter no topo como uma das séries mais populares do mundo, ainda mais depois de tantos anos, personagens incontáveis e tretas difíceis de serem lembradas depois de um ano de recesso até chegarem os novos episódios inéditos. De qualquer maneira, Game of Thrones é boa em gerar expectativas. Baseada nos livros de George R. R. Martin, a série junta elementos e constrói seu próprio universo, com muita ajuda de seus atores, que hoje são astros em acensão.

Criada por David Benioff e D.B. Weiss, a série segue os padrões da HBO ao construir relações e desenvolver personagens para conclusões épicas, mas às vezes no meio do caminho, toda essa preocupação faz com que os episódios se arrastem num ritmo muito lento. Ainda bem que nessa sétima temporada, o ritmo esteve em favor da história, que não se poupou em preparar o terreno para grandes acontecimentos e partiu para a ação. Tudo o que aguardamos desde 2013, finalmente chega as telas e ainda consegue surpreender. Talvez esse efeito também tenha a ajuda de toda essa preparação e paciência do público em acompanhar tais acontecimentos.

A qualidade de Game of Thrones se mantém inegável, ainda com esse efeito de cultura pop que carrega, muito por conta de tramas novelescas e fantasiosas que nos fazem torcer por uns e outros, quase como um Rei do Gado medieval. Pode ser uma comparação injusta, mas a luta por poder e as revelações familiares são as mesmas. Com cenários grandiosos, valor alto de produção e investimento pesado em efeitos visuais em cenas de batalhas e ataques, a temporada ganhou o peso merecido, começando pela cena de abertura que mostrou mais uma vez o potencial de Arya (Maisie Williams).

Já no sexto episódio, Dracarys dita o rumo do roteiro e lança mais ação para os filhos de Daenerys (Emilia Clarke), que por sua vez procura trégua com Cersei (Lena Heady) por conta da ameaça do exército dos mortos que se aproxima das casas. Jon Snow (Kit Harrington) se alia a mãe dos dragões e sentencia o destino de seu reino com Sansa (Sophie Turner). Traição e confiança são as palavras mais ditas em todos os diálogos e isso se estende a relação entre os próprios irmãos Lannisters e as irmãs Stark, com o retorno vingativo de Arya ao reino.

Com um final de temporada mais longo, os minutos foram preenchidos de bons ganchos, mostrou uma parte do que a trama reserva para Jon e claro, uma das mortes mais aliviantes da série. Mas muitas conclusões e reviravoltas ainda estão guardadas para a próxima temporada, que promete a Grande Guerra como o ultimato para as alianças, mais mortes e tudo mais que a série faz de melhor: surpreender.

Nota:

Please follow and like us:
Sobre Felipe Cavalcante
Formado em RTV, fã de boas músicas e boas histórias, sempre em busca de coisas novas e empolgantes. Obcecado por super-heróis e pela magia do impossível que se torna real nas telas da TV e do cinema.