QpQ Resenha | Os Guardiões

Os heróis russos "Os Guardiões" invadem os cinemas sem selo Marvel ou DC

Nem só de Marvel ou DC é feito o Nerd… Vez ou outra produções fora desse eixo aparecem por aí e são uma grata surpresa. Não estou dizendo que esse seja o caso da produção russa Os Guardiões, mas já falaremos mais sobre isso.

No filme, em plena Guerra Fria, uma organização secreta chamada “Patriota” recrutou um grupo de super-heróis russos, modificando o DNA de quatro indivíduos, com o objetivo de defender o país de ameaças sobrenaturais. Arsus, Khan, Ler e Xenia representam os diferentes povos que compõem a União Soviética, e mantêm suas identidades bem guardadas para, também, não expor aqueles que têm a missão de proteger.

Deve ser difícil se destacar no mercado saturado de filmes de super-heróis com um produto como Os Guardiões. Particularmente porque os cânones advindos dos quadrinhos e excessivamente controlados por fanboys dominam o mercado e os universos cinematográficos dos estúdios não dão espaço para outras produções do gênero. É aí que a produção russa se destaca (somente aí).

É interessante ver um filme de heróis produzido na Rússia e falado em outro idioma que não o inglês, porém o roteiro é tão furado quanto uma colcha de crochê. Os heróis são tão mal apresentados e seus poderes tão mal explorados que eles quase se tornam anti-heróis no caminho (o que não seria ruim se fosse bem trabalhado, visto os nossos queridos Guardiões da Galáxia).

Dito isto, Os Guardiões se diferenciam apenas na ambientação em Moscou, ainda estranha ao grande público. Enquanto isso os efeitos, em sua grande maioria, obviamente não conseguem competir com os financiados pela Marvel ou Warner, mas são imaginativos em diversos momentos, tentando encontrar algumas soluções para as restrições orçamentárias.

Se para você as grandes cidades do mundo já foram destruídas muitas vezes ou se você está cansado de filmes de quadrinhos ou de um herói atrás do outro, Os Guardiões pode ser a diferença que você procura. Agora se você espera algo no nível da Marvel ou DC, precisará passar bem longe. Eu digo, veja Os Guardiões como um exercício de aprendizado. Você não necessariamente irá gostar, mas pode ter algum prazer mórbido com a experiência.

Nota:

Sobre Felipe Sclengmann
Era praticamente impossí­vel que o cinema não acabasse sendo minha paixão. Cresci no prédio onde um cinema funcionava, criado por um avô e uma avó que se conheceram trabalhando no ramo. Então, tá explicado! Falar sobre cinema é um hobbie, uma paixão, tá no meu sangue! Este é o motivo do Quadro por Quadro existir (além de aplicar os conhecimentos de uma graduação em Sistemas de Informação, a qual detesto) e ele está aí para reunir quem também ama esta arte.