QpQ Resenha | O Acampamento

O Acampamento, filme australiano de terror, brinca com seus nervos até no final

Ah, a velha cena que você com certeza já viu em algum filme de terror: casal jovem vai acampar em um lugar afastado. Muitos filmes já trabalharam com esta temática, na verdade. Às vezes tem uma entidade sobrenatural que atrai os jovens para uma cabana no meio do mato (e faz eles ficarem de frente pra parede enquanto mata o coleguinha), às vezes um assassino em série mata os jovens um a um (começando pelos que estão dando sopa), entre muitos outros. A verdade é que se aventurar no meio do nada, sozinho, com o companheiro ou um bando de amigos nunca deu muito certo em filmes de terror. Em O Acampamento a coisa não é muito diferente, mas o jeito como a história foi trabalhada. Ah, essa parte é bem bacana e diferente.

Começamos o filme com um casal gracinha, Sam (Harriet Dyer) e Ian (Ian Meadows), com a ideia clichê de acampar em uma praia deserta na noite de ano novo. Na Austrália (quem assistiu Bruxa de Blair não acampa, e quem viu Wolf Creek nem quer ouvir de viajar pela Austrália!). Bom, no caminho eles conhecem German (Aaron Pedersen), um cara de poucos amigos que sugere que eles não vão lá para aquela praia em específico, pois a estrada não está boa. Hum… Ian de cara acha a dica estranha, e vai pra onde tinha planejado. Chegando lá, o casal vê um carro estacionado e uma barraca armada. Mas ninguém ao redor. O casal aproveita a tarde, a noite, e no outro dia encontra uma criança andando sozinha pela mata. Oops! Mas deixa eu voltar um pouquinho. O bacana do filme é que enquanto estamos acompanhando a história do casal, também estamos acompanhando a história de uma família que foi acampar no mesmo lugar. E ao mesmo tempo acompanhamos os fanfarrões German e Chook em suas desventuras. Até que tudo cruza de uma maneira que você não estava esperando.

O filme é independente, australiano (os aussies deram pra gente Babadook e Wolf Creek, minha gente!), dirigido e escrito pelo novato Damien Power (primeiro longa do moço). Só isso já deveria te convencer a ir checar este terror (pode vir com quinze pedras na mão e tentar me convencer de que não é terror, é suspense, é bla bla bla, mas pra mim é terror!) imperdível, mas se ainda não convenceu, deixa eu contar que você vai passar a 1h30 de duração do filme tenso. Muito tenso. Você não consegue prever o que realmente vai acontecer, portanto dica: como em Game of Thrones, melhor não se apegar a nenhum, eu disse nenhum, personagem. E fique preparado para um final interessantíssimo (sei que aqui corro risco de vida, mas vou colocar dessa forma).

Ah, e outra coisa: bacana mesmo ver este terror aqui no cinema. Ele tá grande e altamente enervante (como já mencionei). Vale um pacotão de pipoca e um refri bem gelado. Pra acalmar os ânimos. Se tiver chá de camomila pra vender na hora, compra. Você vai precisar 😀

Nota:

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Sobre Melissa Correa
Cinema sempre foi minha maior paixão, sempre fez parte de quem eu sou. Quando criança, eu levantava pra ver filmes de terror de madrugada, escondida. Ficava até três da matina (bendito fuso horário de Los Angeles!!) pra acompanhar o Oscar. E salvava cada centavinho pra ver os filmes no cinema. Hoje também curto viajar, beber café e ler, mas o cinema continua em primeiro lugar na minha vida.