QpQ Resenha | IT: A Coisa

Pode respirar aliviado: o lançamento de terror mais esperado dos últimos tempos, “IT: A Coisa”, tá ó-te-mo!

Se você, como eu, assistiu IT – Uma Obra-prima do Medo na sua infância e tem um lugarzinho no coração pro filme (minha irmã que o diga, que passou um bom tempo com medo de bueiros e repetindo “você vai flutuar também”), então você também estava preocupado com o que ia rolar na nova versão do filme, lançada exatamente 27 anos depois (ou seja, bem na época em que Pennywise, o palhaço dançarino, desperta para se alimentar). Pode ficar tranquilo, pois IT: A Coisa supera todas as expectativas. E se você não é nenhum fã de carteirinha de Stephen King (sabia pelo menos que o filme é baseado em um livro de um cara fodão, né?) ou Pennywise, vai flutuar de medo também 😀

A história (que envolve crianças e palhaços demoníacos) se passa em uma cidadezinha do interior dos Estados Unidos, no final da década de 1980. Em um lindo dia de chuva, Georgie leva o barquinho que seu irmão, Bill, fez para flutuar pelas correntezas de água da chuva. Lá pelas tantas, o barquinho entra em um bueiro. Aí vem a cena clássica do palhaço no bueiro: Pennywise aparece e o moleque some. Bom, já vou adiantando que nesta versão você vê o que acontece com o garoto (por isso o filme entrou nos Estados Unidos com classificação 18 anos – aqui no Brasil entrou com 16). Depois disso, Bill e a molecada do clube dos perdedores investigam a rede de esgoto da cidade, incluindo um poço em uma casa abandonada, e começam a ver um palhacito com dentes afiados e estrabismo (que só aumentou o desconforto que o monstro causa).

O filme está incrível em todos os detalhes, desde a maquiagem assustadora de Pennywise, com seu estrabismo e dentes de piranha, até os problemas que as crianças enfrentam, que se transformam em armas para o monstro, estilo o bicho-papão de Harry Potter. O clube dos perdedores, que me lembrou tanto a criançada de Stranger Things, está incrível, com crianças de personalidades muito distintas e bem trabalhadas. Além disso, o filme tem a estética de um filme da década de 1980, incluindo uns efeitos especiais e maquiagem com um jeitão tosco da época. Inclusive, vi algumas pessoas reclamando disso na internet. Injustamente, se você analisar a coisa como um todo. Só achei mesmo que faltaram umas músicas bacanas da década de 1980, mas acho que ia ser complicado achar algo que ornasse com Pennywise atacando criancinhas 😀

Um detalhe muito bacana é que quando a cena envolve uma TV (no filme, tem sempre um adulto dormindo na frente de uma TV), ela está sempre passando o mesmo programa de auditório com uma mulher e diversas crianças. Falando em adultos, quase não vemos adultos no filme, e eles na verdade só incomodam as crianças (a mãe do Eddie é hipocondríaca, o pai da Berverly abusa dela, a família do Bill não ajuda o filho a superar a perda do irmão). Me lembrou um pouco a criançada do Snoopy, que ouve os adultos falando apenas “blá blá blá”. Acho que rola aqui uma análise só desta parte. Não tem um policial, uma mãe ou pai auxiliando essas crianças, que têm que lidar com a criatura monstruosamente perigosa sozinhas. Surreal!

Então é isso. Aqui levantei algumas das coisas que mais me chamaram a atenção. Mas estou curiosa para ouvir a sua. Deixa nos comentários no Facebook pra trocarmos figurinhas. Ah, dica boa: compra muita pipoca e refrigerante, pois comer alivia a tensão 😀

Nota:

Sobre Melissa Correa
Cinema sempre foi minha maior paixão, sempre fez parte de quem eu sou. Quando criança, eu levantava pra ver filmes de terror de madrugada, escondida. Ficava até três da matina (bendito fuso horário de Los Angeles!!) pra acompanhar o Oscar. E salvava cada centavinho pra ver os filmes no cinema. Hoje também curto viajar, beber café e ler, mas o cinema continua em primeiro lugar na minha vida.