QpQ Resenha | O Jantar

"O Jantar" traz assuntos interessantes sobre família e valores

O Jantar, com os astros Richard Gere, Laura Linney, Steve Coogan e Rebecca Hall, traz consigo um filme cheio de psicologias que discutem relações humanas, familiares, amizade, etc. O diretor Oren Moverman faz um bom trabalho com o elenco, mas acaba pecando no roteiro (também escrito por ele). Antes de apresentar os pontos positivos e negativos, vamos a sinopse:

O Jantar, baseado em um livro homônimo (que inclusive já tem duas outras adaptações da obra) conta a história de dois casais de amigos que vão em um restaurante e começam a conversar sobre banalidades da vida, assuntos mais complicados e até intrigas deles mesmos. A coisa vai ficando complicada, uma vez que o que era pra ser apenas uma refeição civilizada acaba virando um toma lá, dá cá de provocações e indiretas. Ah, e tem mais: os filhos dos casais estão envolvidos em uma complicada investigação policial que pode prejudicar a vida de ambas as famílias.

A trama começa de forma interessante, porque ela funciona da mesma forma que ocorre um jantar em um restaurante chique: por partes. Temos os aperitivos, a salada, o prato principal e a sobremesa. Toda a divisão do filme é feita de forma bem eficiente, mesmo que o roteiro se perca muitas vezes na narrativa, deixando o espectador cansado.

O elenco tem uma química muito boa. Richard Gere e Laura Linney são ótimos em seus papéis. A fotografia também é bem bonita e as locações do longa são escolhas excelentes.

O grande problema do longa realmente é o roteiro. Ao invés de ir direto ao ponto, nós somos levados a indagações sobre a vida, moral, ética e outras coisas que são sim necessárias para a trama, mas poderiam ter sido inseridas de maneira diferente.

Ah, uma curiosidade: era pra Cate Blanchett ter dirigido o filme e marcado o início da sua carreira como diretora. Será que teria sido melhor?

Nota:

Sobre Bira Megda
Publicitário em formação, é apaixonado por cinema desde pequeno. Entre suas paixões do mundo cinematográfico, as obras de Steven Spielberg e os romances estrelados por Audrey Hepburn se destacam facilmente (mas não que um filme sangrento dirigido pelo Tarantino seja dispensável). Além disso, ama escrever sobre o mundo pop e colecionar filmes e livros. Por último, mas não menos importante, respira e come tudo relacionado ao universo Harry Potter. P.S.: ele também acha estranho escrever sobre si mesmo em terceira pessoa.