QpQ Resenha | Sono Mortal

“Sono Mortal” tem sustos milimetricamente calculados, mas uma história de terceira categoria

Depois que o documentário O pesadelo – Paralisia do Sono foi lançado em 2015 (um filme que não cumpre sua promessa como documentário bem embasado, por não apresentar muitos argumentos, e como filme de terror fica devendo horrores – literalmente), achei que demorou para um filme como Sono Mortal, mais comercial e do gosto dos fãs de terror, sair. Mas saiu. E também não é lá grande coisa se você é fã hardcore de terror.

Por quê? Bem, a história acompanha Kate (Jocelin Donahue), que depois da irmã gêmea, Beth, morrer durante o sono começa a investigar a tal paralisia do sono. Mas não só a paralisia do sono, mas um demônio que mata as pessoas quando elas estão indefesas e não podem se mexer. E foi aí que o filme descambou.

A paralisia do sono já é uma coisa assustadora em si. Muita gente morre de medo do quarto escuro (ainda mais depois de ver um filme de terror!), imagina então acordar no meio da noite (se for 3 da matina, o cara morre do coração!) e não conseguir se mexer? Qualquer sombra vira monstro, e o resto é história! Se o filme tivesse se prendido nessa premissa, bacana! Mas eles tiveram que criar um bicho papão do sono, pegar todo embasamento científico da coisa e desacreditar os especialistas, trazer uma galera que trabalha com experimentos que devem dar “remédios” homeopáticos pras vítimas e a zona está feita.

Não me deixe te influenciar (acho que já não funciona mais, né?), não! O filme tem um sustinhos incríveis, e a galera que morre de medo de ver filme de terror e ir dormir vai passar um mês acordado, pois o filme pega você naquele momento exato e quase te mata de susto. Mas o que é um filme feito só de sustos? Em épocas de IT – A Coisa (Já leu minha resenha? Já foi ver o filme?), ficamos mal-acostumados e não queremos mais filmes feitos só de sustinhos: tem que ter personagem consistente e história bacana. Senão a gente não vai mais gastar nosso rico dinheiro no cinema, e ficamos em casa vendo séries, ou vamos de novo no cinema ver filmes com palhaços assassinos (já foi ver???).

Nota:

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Sobre Melissa Correa
Cinema sempre foi minha maior paixão, sempre fez parte de quem eu sou. Quando criança, eu levantava pra ver filmes de terror de madrugada, escondida. Ficava até três da matina (bendito fuso horário de Los Angeles!!) pra acompanhar o Oscar. E salvava cada centavinho pra ver os filmes no cinema. Hoje também curto viajar, beber café e ler, mas o cinema continua em primeiro lugar na minha vida.