QpQ Resenha | Mindhunter

"Mindhunter" atiça a curiosidade para entender um pouco sobre a mente dos serial killers

Baseado no best-seller Mindhunter – O Primeiro Caçador de Serial Killers Americano, que relata os anos que John Douglas passou perseguindo serial killers e estupradores, desenvolvendo seus perfis para prever seus próximos passos. A série discute alguns de seus casos mais publicizados.

O ano é 1977 e serial killers ainda nem são chamados assim. Holden Ford (Jonathan Groff, de Looking) e Bill Tench (Holt McCallany, de Sully: O Herói do Rio Hudson) tentam justificar para seu superior o motivo pelo qual eles precisam ter várias conversas íntimas sobre os atos horríveis cometidos por Edmund Kemper.

Kemper é um famoso serial killer do mundo real que matou diversas mulheres, além de sua mãe (a qual também praticou necrofilia). Já Bill e Holden são baseados nos agentes do FBI Robert Ressler e John E. Douglas, responsáveis por descrever os perfis de assassinos como Kemper.

Mas isso é dizer que Mindhunter é apenas mais uma série de TV que mostra a caça à serial killers. O foco não é esse. A série, que tem quatro episódios dirigidos por David Fincher (Garota Exemplar), mostra o quão cético era o FBI em relação à psicologia.

Fincher, que também deu o pontapé inicial em House of Cards, em 2013, oferece a sua paleta de cores suaves e através da interpretação contida de Jonathan Groff vai traçando os perfis dos serial killers e nos fazendo estudar suas personas junto com seu protagonista.

Livre de preconceitos, Mindhunter coloca seus protagonistas contra monstros como Kemper, e assim como eles, vamos sentindo o choque e o horror além de um genuíno desejo de entendimento que vem do fascínio que temos para entender as loucuras desses serial killers.

Mindhunter não vai nos fazer entender totalmente o funcionamento das mentes desses criminosos, mas com certeza vai atiçar ainda mais nossa curiosidade.

Nota:

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Sobre Felipe Sclengmann
Era praticamente impossí­vel que o cinema não acabasse sendo minha paixão. Cresci no prédio onde um cinema funcionava, criado por um avô e uma avó que se conheceram trabalhando no ramo. Então, tá explicado! Falar sobre cinema é um hobbie, uma paixão, tá no meu sangue! Este é o motivo do Quadro por Quadro existir (além de aplicar os conhecimentos de uma graduação em Sistemas de Informação, a qual detesto) e ele está aí para reunir quem também ama esta arte.