QpQ Resenha | Doentes de Amor

"Doentes de Amor" propõe discussões interessantes em meio a uma história de amor

Faz tempo que não temos uma boa comédia romântica nos cinemas. E não será Doentes de Amor que vai mudar isso. Não que o filme seja ruim, pelo contrário, é ótimo, mas ele não se encaixa como comédia romântica… Está mais para uma dramédia romântica!

No filme, o comediante e motorista de Uber paquistanês Kumail (Kumail Nanjiani) e a estudante de psicologia Emily (Zoe Kazan) se apaixonam em Chicago, mas encontram dificuldades no momento em que suas culturas entram em conflito. Quando Emily contrai uma doença misteriosa e é colocada em coma, Kumail tenta enfim resolver o conflito emocional entre sua família e seu coração.

Michael Showalter, do também ótimo Doris, Redescobrindo o Amor, é quem dirige essa adaptação do romance real vivido pelo protagonista Kumail Nanjiani e Emily Gordon que co-roteiriza o filme ao lado dele, entregando o seu papel para a ótima Zoe Kazan, de Ruby Sparks – A Namorada Perfeita.

O Kumail de Nanjiani vive o dilema que traz mais peso a Doentes de Amor. Ele tenta se aventurar pela comédia enquanto ignora as sugestões e as mulheres arranjadas por seus pais, sem poder simplesmente declarar que nunca consentirá em um casamento arranjado, como manda a tradição no Paquistão.

É na relação de Kumail e os pais (dele e de Emily) que o discurso do filme avança e ganha uma alma cheia de nuances interessantes. Showalter demonstra o mesmo tato com as sutilezas que já ficava claro em Doris, Redescobrindo o Amor.

Pode não ser o filme mais original do gênero, nem o mais divertido, mas a discussão que ele propõe em meio a uma história de amor já o torna interessante por si só.

Nota:

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Sobre Felipe Sclengmann
Era praticamente impossí­vel que o cinema não acabasse sendo minha paixão. Cresci no prédio onde um cinema funcionava, criado por um avô e uma avó que se conheceram trabalhando no ramo. Então, tá explicado! Falar sobre cinema é um hobbie, uma paixão, tá no meu sangue! Este é o motivo do Quadro por Quadro existir (além de aplicar os conhecimentos de uma graduação em Sistemas de Informação, a qual detesto) e ele está aí para reunir quem também ama esta arte.