QpQ Resenha | Missão Cegonha

"Missão Cegonha" é uma animação óbvia em sua proposta

Depois de tantas animações com a vida passaral como tema, Missão Cegonha é o próximo longa a integrar a equipe.

Richard é um pardal que foi criado como uma cegonha. Quando finalmente chega o dia em que sua família adotiva deve migrar para um local mais quente e deixa-lo para trás, ele não consegue lidar com a verdade e nega sua verdadeira natureza. Com a ajuda da coruja Olga e do periquito Kiki, que tem mais em comum com ele do que aparentam, ele inicia uma jornada de autoconhecimento em busca de sua família.

A proposta central do filme está bem exposta: aprender a viver consigo mesmo e se aceitar. Porém, essas e outras questões, como amizade acima das diferenças ou não desistir daquilo em que se acredita, estão mascaradas por uma história simples demais, com personagens que podiam ter uma personalidade mais marcante, que fosse mais explorada. O próprio personagem principal, por exemplo, tem a cena roubada pela coruja que o acompanha. Além de mais carismática, ela é divertida e simpática, bem diferente também do periquito, terceiro membro do grupo que parece ser somente aquele contrarregra inoportuno.

Os diálogos acompanham o mesmo raciocínio simplório, e uma vez que temos um vislumbre de qual é a trama, tudo se torna óbvio demais.

Outro detalhe que parece não se encaixar muito bem na narrativa é a tentativa de contextualização tecnológica do filme. Em algumas cenas os pássaros se conectam, no sentido de estarem “online” e fazerem parte da rede. Nesse momento, não só essa ideia não parece muito adequada ao cenário e à proposta como também o efeito que isso causa neles parecer ser no mínimo estranho.

O melhor jeito de encarar Missão Cegonha é como uma promessa de que propostas melhores virão, mesmo se agradar uma parte do público.

Nota:

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Sobre Thais Wansaucheki
Publicitária descendente de ucranianos que além de cinema nunca dispensa um bom Chai. Como curitibana da gema, aproveito os (raros!) dias de sol andando de bicicleta e os dias de frio com livros, HQs e receitas de doces! Sem falar das horas de conversas com amigos que independem do clima. Adoro balões e sou fã e jogadora incansável de Tetris.