QpQ Resenha | Depois Daquela Montanha

Kate Winslet volta a brilhar em “Depois Daquela Montanha”, filme repleto de emoções intensas

Kate Winslet volta aos cinemas com um filme que desafia a vida e a coloca em situações intensas.

Depois Daquela Montanha conta a história de Alex (Winslet) e Ben (Idris Elba, o Heimdall de Thor). Os dois ficam presos em uma montanha repleta de neve no ápice do inverno americano, depois que o avião que os guiava sofre um acidente. Juntos, Alex e Ben devem sobreviver até serem resgatados.

O filme é baseado no best-seller de 2010 escrito por Charles Marin. No livro, Ben possui uma personalidade levemente diferente. No best-seller é ele quem coloca Alex no avião. No filme esse papel é invertido. Alex ganha uma sobrecarga de irresponsabilidade, enquanto Ben é extremamente responsável e fechado. Um o extremo do outro, acentuando ainda mais o cenário cheio de situações difíceis (e complicadas).

O filme passa 80% somente com os dois personagens interagindo um com o outro ou com o cenário desafiador. A escolha de Kate para o papel caiu como uma luva. Não é difícil lembrar de Titanic quando estamos assistindo Depois Daquela Montanha.

Kate Winslet ganhou o mundo depois de seu papel dramático no blockbuster de 1997, e passou a ser vista a partir daí como ídolo de uma geração. Antes de Titanic, a atriz já havia sido nomeada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante pelo seu papel em Razão e Sensibilidade (1996), mas foi com o filme desastre que os olhos do mundo pairaram sobre a atriz.

Kate foi indicada como melhor atriz por Titanic, mas não levou a estatueta. Iria demorar 10 anos para que Kate ganhasse seu primeiro Oscar, papel que desempenhou em O Leitor. Mas até que ganhasse, Kate se tornou figurinha carimbada das premiações. É impossível não reconhecer o talento da atriz. Winslet é ótima em papeis que exijam muito de suas personagens. E isso ficou muito evidente ao interpretar Alex.

O filme te faz sentir uma gama variada de emoções. Para quem não leu o livro que inspirou o longa, pode se surpreender. O público pode relacionar a história apenas como uma luta por sobrevivência, mas no final é inevitável sair do cinema sem dizer que o drama era uma linda história de amor. Os mais sensíveis podem chorar. Eu chorei. Recomendo!

Nota:

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Sobre Viní­cius Gratão
Geek de carteirinha, apaixonado por quadrinhos, games, animes e tecnologia. Formado em cinema, amo particularmente os clássicos e os westerns à  italiana. Acredito em tudo, inclusive em Tex Willer.