QpQ Resenha | Gabriel e a Montanha

"Gabriel e a Montanha" é um filme intenso, baseado em uma história real

Filmes com montanhas, mesmo antes de assistir, já nos faz pensar em obstáculos. E além dos obstáculos, o que nos faz gostar desses tipos de filme são os esforços que os personagens precisam fazer para superar seus desafios. Isso não é diferente em Gabriel e a Montanha.

O longa é baseado na história do economista Gabriel Buchman (João Pedro Zappa, de Boa Sorte), que morreu ao tentar subir o Monte Mulanje, na África. O Monte Mulanje possui mais de 3 mil metros de altitude, e só por isso já sabemos que a escalada é arriscada.

Gabriel foi para a África para estudar. De família rica, ele parte para seu destino como um mochileiro em uma espécie de aventura pessoal. O personagem é carismático, e apesar de sua situação financeira abastada, é extremamente simples. Isso aproxima o público de Gabriel, o que gera emoções durante o filme. ele tem um discurso humanista e nos faz refletir com muitas de suas atitudes ou falas.

O filme em si é baseado em anotações que o jovem teria feito durante a viagem. O diretor, Fellipe Barbosa (Casa Grande) foi amigo de Gabriel por muitos anos, e por isso o filme é tão intimista e tocante. É uma homenagem ao amigo, e um presente para os brasileiros que forem assistir. Gabriel ensinou e tocou muitas pessoas ainda em vida, e continua tocando após a fatalidade de sua morte.

Gabriel e a Montanha é um filme muito bonito e delicado. Dividido em blocos, a história se desenvolve de forma segura e estruturada. Talvez seja o filme brasileiro mais tocante dos últimos anos. A arte, o som, as locações, tudo corrobora para criar o clima leve e ao mesmo tempo fúnebre do longa. Vale muito a pena assistir!

Nota:

Sobre Viní­cius Gratão
Geek de carteirinha, apaixonado por quadrinhos, games, animes e tecnologia. Formado em cinema, amo particularmente os clássicos e os westerns à  italiana. Acredito em tudo, inclusive em Tex Willer.